ReproduçãoPaulinho
da Viola:
disco e
show para
ninguém
botar
defeitoNo ano passado Paulinho da Viola entrou em estúdio para gravar um dos melhores álbuns de samba dos últimos anos: ‘‘Bebadosamba’’. Mas, apesar dos elogios, ele não se acomodou: começou a planejar a grande turnê do CD.
Primeiro, convidou o artista plástico Elifas Andreato para dirigir o espetáculo. Depois, foi selecionando aos poucos canções de grandes mestres - Paulo da Portela, Cartola, Geraldo Pereira, Noel Rosa, Nélson Cavaquinho, Lupicínio Rodrigues, Ismael Silva, Monsueto Menezes, Marçal e outros nomes não menos ilustres. O resultado foi tão bom que o músico foi intimado a registrar, em um CD duplo, esse belíssimo show, que leva o nome de ‘‘Bebadachama’’ (BMG Ariola), álbum que já está na lojas.
‘‘Não foi difícil escolher o repertório, pois todas essas músicas antigas têm um valor simbólico grande para mim, são a história da minha vida’’, explica Paulinho. Um dos destaques desse CD é a presença de ‘‘As Rosas não Falam’’, de Cartola. O sambista era apenas o filho de César Faria (grande violonista, que o acompanha até hoje nos shows) quando ouviu, maravilhado, Cartola interpretar essa canção. ‘‘Depois disso, toda hora que tentava cantar essa música não conseguia, ficava emocionado, não sabia explicar direito o que eu sentia’’.
Encanto - No começo do ano que vem, os paulistanos poderão rever o show ‘‘Bebadachama’’. Paulinho participará em janeiro de um projeto de samba organizado pela Tom Brasil, em que participam também Martinho da Vila e Zeca Pagodinho.
‘‘Quero levar esse show pelo País inteiro dá mesma maneira que ele foi gravado na Tom Brasil, sem perder o encanto’’, afirma o sambista. ‘‘Quero que as pessoas percebam que o meu espetáculo resgata um pouco a história do samba, da época em que a gente se reunia para tomar uma, conversar com os amigos’’, completa, sem esconder a saudade.

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