''Salve Geral'', de Sérgio Rezende, será o representante brasileiro na corrida por uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro no ano que vem. A escolha foi feita por uma comissão de seis integrantes, encabeçada pelo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Silvio Da-Rin.
Os outros nove postulantes eram: ''A Festa da Menina Morta'', de Matheus Nachtergaele, ''Besouro'', de João Daniel Tikhomiroff, ''Budapeste'', de Walter Salles, ''Feliz Natal'', de Selton Mello, ''Jean Charles'', de Henrique Goldman, ''O Contador de Histórias'', de Luiz Villaça, ''O Menino da Porteira'', de Jeremias Moreira, ''Se Nada Mais Der Certo'', de José Eduardo Belmonte, e ''Síndrome de Pinnochio - Refluxo'', de Thiago Moysés.
Como ''Última Parada 174'' (2008), de Bruno Barreto, ''Carandiru'' (2003), de Hector Babenco, e ''Cidade de Deus'' (2002), de Fernando Meirelles, filmes também já mandados para a Academia de Cinema de Hollywood, Salve Geral é permeado pela violência.
A viúva Lúcia (Andreia Beltrão), de classe média, professora de piano, tenta tirar seu filho Rafael, de 18 anos, da cadeia. Ele foi preso por ter se envolvido num incidente que resultou numa morte. Seu drama pessoal coincide com uma época trágica para São Paulo: os ataques em série promovidos por bandidos em 2006 - no filme, determinados pela organização criminosa denominada Comando, que experimenta uma luta interna.
Produtor de ''Salve Geral'', Joaquim Vaz de Carvalho se surpreendeu com a notícia. ''Estamos muito felizes. De uma comissão, você pode esperar qualquer coisa. Acho que a escolha faz sentido, porque o assunto teve repercussão mundial. Foi o 11 de Setembro de São Paulo''.

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