O Grupo Gay da Bahia (GGB) inaugura hoje, no Pelourinho, em Salvador, o primeiro museu erótico do Brasil. O museu reúne cerâmicas e caxixis do Nordeste, terracotas arqueológicas do Peru, porcelanas da Holanda, um ídolo de madeira do Taiti e outras peças que se destacam pela temática erótica. O acervo permanente contará com 60 peças, mas o local estará aberto para mostras e exposições sobre o tema.
Segundo o vice-presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, a intenção é difundir a idéia de que o sexo e a sexualidade precisam ser vistos de forma ‘‘menos neurótica’’ por alguns segmentos da população. ‘‘Além disso, queremos coletar todas as obras de arte da cultura popular brasileira consagradas com a temática erótica’’, disse.
O local escolhido para instalar o museu é o casarão de três andares onde funcionará a nova sede do GGB, a mais antiga organização de defesa dos direitos dos homossexuais do País. Foi doado por um simpatizante das lutas homossexuais e fica situado na Rua Frei Vicente número 24, no Pelourinho. Na área, conhecida como Quarteirão Cultural - que está sendo restaurada - já funciona o Teatro XVIII e o ABC das Artes, do percursionista Naná Vasconcelos. Terá também cinema, livraria, galerias de arte e um estacionamento.
A nova sede do GGB, batizada de Centro Cultural Triângulo Rosa (referência ao símbolo com o qual os nazistas identificavam os homossexuais) reunirá sete entidades defensoras dos direitos de segmentos discriminados: GGB, Grupo Lésbico da Bahia, Centro Baiano Anti-Aids, Associação dos Travestis de Salvador (Atras), Grupo Gay Negro Quimanda Dudu, Associação das Prostitutas de Salvador e Grupo Vida Feliz de Portadores de HIV/AIDS. O trabalho das organizações estará voltado à prevenção à Aids, em conjunto com o Ministério da Saúde, secretarias de Saúde, além de entidades nacionais e internacionais.

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