SALVADOR
Das rodas de capoeira à culinária, a alegre capital da Bahia oferece uma múltipla variedade de atrações
Da Redação
Milton Dória/Arquivo FolhaCartão-PostalO Elevador Lacerda, na Cidade Alta: o maior elevador público do BrasilSalvador, a alegre capital da Bahia, surpreende os visitantes pela múltipla variedade de atrativos turísticos. Num mesmo dia, por exemplo, o turista pode ver uma roda de capoeira no Mercado Modelo, subir à Cidade Alta no maior elevador público do Brasil (o Lacerda) e, na sua parte de cima - é quase uma obrigação - se deliciar com o tradicional milk shake d’A Cubana, acompanhado de bolinhos com uma receita secreta, que não muda há mais de 68 anos.
A paisagem dali de cima é fascinante. A imensa Baía de Todos os Santos e suas centenas de embarcações convidam a inúmeros passeios no mar; o Forte de São Marcelo, redondo, no meio do mar, o Mercado Modelo, os sobradões coloniais e prédios do antigo Comércio.
Bahiatursa/DivulgaçãoPelô: irresistível até mesmo para os moradores da cidadeEm outro passeio, vale uma primeira visita ao Centro Histórico - Patrimônio da Humanidade, quase todo restaurado pelo governo estadual. A dica é almoçar por ali mesmo, escolhendo entre diversos e renomados restaurantes. Mas também é uma atração irresistível para os moradores da cidade ir ao Pelô nas mornas noites de Salvador.
O ambiente cultural da Bahia é uma ebulição constante. O projeto Pelourinho Dia & Noite faz do Centro Histórico uma festa ininterrupta, com inúmeros espetáculos ao ar livre, entrada franca, além de peças teatrais, shows folclóricos, diversos museus e galerias de arte. Sair com alguém que você gosta, ir ao Pelô (como é carinhosamente chamado o Pelourinho), tomar um cravinho, jantar bem, dançar um reggae, assistir a um show ou espetáculo de teatro, confortavelmente instalado no cenário colonial, é inesquecível. Quem mais sabe disso é o baiano.
O projeto Dia & Noite faz do Centro Histórico uma festa ininterruptaNo dia seguinte, a proposta é seguir para um delicioso passeio ao primeiro parque aquático Wet’n Wild instalado fora dos Estados Unidos, que funciona na avenida Paralela. A infra-estrutura do parque oferece opções de alimentação, possibilitando a que as pessoas passem o dia inteiro por lá. O mesmo ocorre com o Tamina Park, na BR-324, que possui parque seco, aquático, lanchonetes e restaurante.
O visitante vai comprovar como é gostoso conhecer os lugares preferidos dos moradores de Salvador. Outra opção de programa turístico, que os baianos fazem com seus amigos de outras cidades, é tomar um aperitivo de folha, assistir apresentação de capoeira e almoçar num dos dois restaurantes típicos do Mercado Modelo (onde também se compra artesanato a baixos preços). E depois, até a hora do pôr-do-sol, curtir o visual de Itapagipe, da Ribeira, da Penha, da Ponta de Humaitá, na Cidade Baixa, sem esquecer de tomar um delicioso sorvete de frutas tropicais na Sorveteria da Ribeira.
A visita pode começar pelo forte secular de Mont-Serrat, aberto ao público, estendendo-se depois a Humaitá, onde existem construções muito antigas, a igreja e o mosteiro de Mont-Serrat, do século 18, e um pequeno farol náutico, de onde se visualiza uma das mais belas e românticas paisagens panorâmicas de Salvador, tendo a Baía de Todos os Santos em primeiro plano.
Maior baía navegável do Brasil e um dos mais favoráveis locais para o lazer náutico das Américas, a Baía de Todos os Santos reúne excelentes condições: ventos regulares, temperatura média anual de 26º C, águas abrigadas, inúmeros roteiros e cenários históricos naturais.
A noite é farta em opções para o lazer. Quem não quiser sempre tomar banho de mar noturno, pode preferir dar uma volta no Pelô, onde tem à sua escolha, nos prédios históricos, diversos shows com entrada franca, promovidos pelo governo estadual, aconchegantes barzinhos, teatros, boates e acolhedores restaurantes, com cozinhas de diversas especialidades. Em direção à orla, o morador e o turista têm opções de bares, bistrôs, lanchonetes, restaurantes e boates na Barra, no Rio Vermelho, na Pituba, no Jardim dos Namorados e na Boca do Rio, onde o buxixo varia de acordo com a idade de seus frequentadores.

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