A sensação de caminhar no meio do pouco que resta da Mata Atlântica preservada e ver de perto uma queda de 130 metros de altura são os temperos que levam dezenas de turistas todos os dias até a Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba. O parque fica a 19 quilômetros (de estrada de chão) da cidade sede. Pertence à Fundação O Boticário de Proteção à Natureza e foi criado em 1990, compreendendo uma área de 2.340 hectares.
Para quem está a pé em Guaraqueçaba, pode chegar no local alugando uma Kombi que leva até dez pessoas por um preço de R$ 80,00. Em meia hora o turista vai estar entrando na reserva, onde cada precisa desembolsar R$ 3,00 para ajudar na conservação do local e também no pagamento dos funcionários. Para quem está lá vale a pena visitar todos os atrativos do lugar. O primeiro e predileto dos turistas é a trilha que leva ao Salto. Tem 1,5 quilômetro de extensão e só se faz a pé.
No começo do caminho, se encontra um aquário natural de águas transparentes e geladas que atraem muita gente para o mergulho. Continuando a caminhada, com direito à ponte pencil e tudo, se escuta os pássaros e os animais da região. Mais alguns minutos e o que completa o som ambiente é o barulho da queda do Salto Morato. Visão espetacular quando se está a poucos metros de tanta água. ‘‘Não tem nem o que dizer direito. Este lugar é mágico porque a palavra lindo é pequena demais’’, disse a dona de casa Eliane Kowalski, que viu pela primeira vez o Salto acompanhada dos dois filhos Alys, 13 anos, e Arthur, 11 anos.
Além disso, o que se encontra por lá é outra obra da natureza. A raiz de uma figueira de quatro séculos formou uma ponte natural sobre o rio com quatro metros de altura e outros seis de largura. Na árvore são encontradas mais de 30 espécies de plantas que convivem em harmonia com a velha árvore.
A beleza do lugar atrai tanto que não dá vontade de ir embora. Por isso, o turista tem a opção de acampar numa área reservada, por R$ 5,00 a diária. Fora isso, a Reserva também tem quiosques para piqueniques com churrasqueiras.
O turista pode levar comida e também suas bebidas. No centro de visitantes existe um bebedouro para matar a sede e produtos como camisetas, bonés, canetas com o logotipo da reserva e todo o dinheiro arrecadado por lá é revertido também para a conservação e para a promoção de pesquisas e educação ambiental. É proibido a retirada de qualquer tipo de planta do local.

mockup