Salão do Livro de SP abre com a entrega dos prêmios aos vencedores do Jabuti 98
São Paulo, 20 (AE) - A abertura oficial do Salão Internacional do Livro de São Paulo é nesta sexta-feira, às 18 horas, com a presença do vice-presidente Marco Maciel e do ministro da Educação (MEC) Paulo Renato Souza. Mas a expectativa é para o que vem logo após a abertura, quando serão entregues os 45 prêmios Jabuti (um dos mais conceituados do País, criado em 1958) e escolhidos os dois Livros do Ano.
Os grandes best sellers, como o novo livro de Jô Soares, "O Homem Que Matou Getúlio Vargas", curiosamente estão fora do páreo. Estão bem cotados para os prêmios máximos em ficção e não-ficção (cuja escolha dá R$ 12 mil a cada ganhador) os autores Eduardo "Peninha" Bueno (de A Viagem do Descobrimento)
Haroldo de Campos (por Crisantempo) e Modesto Carone (por Resumo de Ana).
A colaboradora do jornal "O Estado de S.Paulo", Simonetta Persichetti, é uma das três vencedoras na categoria Reportagem (com o livro Imagens da Fotografia Brasileira), assim como o crítico do Jornal da Tarde, Alberto Guzik (por Paulo Autran - Um Homem no Palco). Guzik deverá entrevistar Autran ao vivo na terça-feira, dia 27.
O público poderá frequentar a feira a partir do sábado, às 10 horas. O ingresso custa R$ 5 (menores de 12 anos e maiores de 65 não pagam). Para quem vai de carro, estacionar custa R$ 10 00. Há ônibus gratuito no Terminal do Tietê, para quem for de metrô. Bienal do Rio - Uma das preocupações da Bienal do Rio, aberta a partir de amanhã para o público no Riocentro, é fazer o leitor ter contato de perto com o escritor e "dessacralizar essa relação", segundo Roberto Feith, diretor da feira. O modelo confesso é o Salão de Livro de Paris e os encontros foram divididos em três categorias. Há cafés literários, fóruns de debates e saraus todos os dias, nos quatro auditórios do Riocentro, mas há também uma programação específica para professores, crianças e adolescentes.
O primeiro café literário de amanhã ocorre às 15 horas, no auditório Eça de Queiroz, com a participação de Ziraldo, do global Pedro Bial e do professor Muniz Barreto, que vão falar sobre seus livros de cabeceira. Às 16h30, é a vez do escritor Robin Cook. Ele é americano, autor de "Coma" e outros best sellers médicos e está lançando seu novo livro, Toxina.
Às 17 horas, Carlos Heitor Cony e os imortais Eduardo Portella e Arnaldo Niskier, discutem o caminho que leva um livro a tornar-se clássico. No mesmo horário, no auditório Fernando Pessoa, escritores como Rachel de Queiroz e Domício Proença Filho discutem as ambiguidades de Capitu.
Quem preferir badalação não pode faltar ao coquetel que a Editora Objetiva oferece em memória de Antônio Houaiss, cujo dicionário, obedecendo às novas regras ortográficas dos acordos com os países de língua portuguesa, acaba de ser lançado. Será às 16h30, no estande do Instituto Camões, no setor português da Bienal. O Nobel José Saramago deve aparecer por lá.
A Bienal funciona até as 23 horas e, apesar de o Riocentro ficar longe do centro, os organizadores tomaram providências para facilitar o acesso. Ínibus comuns, com passagem a R$ 0,70, estão saindo do centro, zona sul e zona norte. O último carro vai sair sempre às 23h30, para não deixar ninguém lá. Haverá também vans saindo de Copacabana, Flamengo e Tijuca, com passagem a R$ 4,00. Quem preferir ir de carro vai pagar R$ 5 pelo estacionamento. O ingresso na Bienal custa R$ 5. (Jotabê Medeiros e Beatriz Coelho Silva)





