Pense numa pequena cidade européia com os típicos elementos daquelas originadas dos antigos povoados medievais: uma imponente igreja, uma praça e uma muralha delimitando sua área. Era começo do século 13 e um detalhe a diferenciava das demais. Salamanca, a 200 km noroeste de Madri, já tinha a sua universidade e começava a construir seu patrimônio cultural.
Hoje, acrescente alguns itens. O primeiro é o ritmo de vida peculiar dos espanhóis. Uma animação contagiante, mas com direito a siesta – o sagrado descanso após o almoço, das 14h às 16h30, que deve ser o segredo de tanta disposição para a balada noturna. O outro é o intenso vaivém de estudantes pelas estreitas ruas de pedra.
Assim como a norte-americana Cambridge ou a inglesa Oxford, a atmosfera universitária de Salamanca atrai jovens de todos os cantos, que nela moram por um tempo. Além deles, chegam também os estrangeiros em busca de aprender espanhol, sobretudo no verão. Foi nessa região, de Castela e Leão, que nasceu o idioma não por acaso batizado de castelhano.
Para os turistas, a cidade merece ao menos um fim de semana num roteiro pela Espanha. Neste ano, o local que é Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1988 ganhou um outro título, o de Cidade Européia da Cultura. Resultado: uma agenda cultural reforçada aguarda aqueles que a visitarem até o final de 2002.
A viagem foi oferecida pela Central de Intercâmbio, pela Escola Don Quijote e pela TAP

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