SAIBA MAIS
- Cacuriá - O cacuriá é uma dança maranhense muito divertida, em que todos os dançadores imitam os movimentos dos animais, como o passarinho, o jacaré, o jabuti, e outros bichos. A música é feita com as caixas do Divino, que são tambores cobertos com pele de animal esticada com cordas.
- Ritmo de Iúna - Dentre os toques de berimbau utilizados no jogo-dança-luta da capoeira, o iúna é um dos últimos a serem aprendidos pelos alunos. Diz-se que o iúna, que é também o nome de um pássaro, foi criado pelo famoso mestre Bimba, o inventor da capoeira regional e um dos maiores divulgadores desta grande arte afro-brasileira. Esse ritmo é tocado pelos três berimbaus (gunga, centro e viola), quando estão jogando na roda de capoeira mestres ou pessoas importantes para a comunidade capoeirista.
- Coco - Algumas pessoas dizem que a dança do coco originou-se nos quilombos, que eram comunidades formadas por escravos negros fugidos. Para se alimentar, os quilombos colhiam, entre outras coisas, os cocos que eram muito abundantes nas matas do nordeste. Passavam horas a quebrar cocos, trabalhando em conjunto, e para se distrair cantavam e dançavam no ritmo do quebra-coco. Hoje em dia o coco é dançado em muitas comunidades do Nordeste brasileiro, e também passou para a música popular como um dos gêneros do forró. Os coqueiros (quem toca o ritmo coco) usam o pandeiro e o ganzá para fazer o acompanhamento musical, e sua cantoria é feita no repente, isto é, inventada na hora para divertimento do público presente.
- Ritmo de Boi de Matraca de Pindaré - A brincadeira do bumba-meu-boi é muito popular no Brasil, em particular no Estado do Maranhão, onde acontece no mês de junho. Nesse estado, cada região tem o seu jeito de brincar o Boi, com diferentes instrumentos e estilos de roupa, que são chamados de sotaques. Então, tem o sotaque de matraca, o de zabumba, o de orquestra...No sotaque de Pindaré, usam pandeiros muito grandes sem chocalhos, os pandeirões, e tacos de madeira batidos um contra o outro, as matracas. No Pindaré, o toque é mais lento, e os pandeirões são tocados abaixados, ao contrário do sotaque da Ilha, onde são segurados perto da cabeça. Antes de serem tocados, os pandeirões precisam ser aquecidos no calor de uma fogueira, para ficarem bem afinados.
- Ritmo de Batuque de Umbigada - Esse ritmo é muito comum em algumas festas dançantes do interior de São Paulo. Pode parecer estranho, mas existem em São Paulo, misturas às tradições caipiras, muitas danças e músicas de origem africana, como as congadas, os jongos e o batuque de umbigada. Elas são herança dos africanos que trabalharam nas fazendas paulistas, principalmente nas plantações de café, que foi uma grande riqueza do Brasil. No Batuque de São Paulo, batuqueiros e batuqueiras se organizam em duas filas, como na quadrilha, e depois de algumas evoluções, pá! - batem a barriga um no outro, isto é, dão a umbigada. Isso acontece ao som de um enorme tambor feito de um tronco de árvore oco, chamado tambu, de um outro tambor menor chamado quinjengue (veja que o nome é bem africano), das matracas, que são dois paus batidos na madeira do tambu e dos chocalhos chamados guaiás.(A.P.N.)
* Fonte: Encarte que integra o CD duplo ''Pé com Pé'', de Sandra Peres e Paulo Tatit (Gravadora Palavra Cantada, 2005)





