São Paulo, 11 (AE) - O crítico e historiador Décio de Almeida Prado é um dos indicados do primeiro semestre para o Prêmio Shell de Teatro na categoria especial pela publicação do livro "História Concisa do Teatro Brasileiro", editado pela Edusp. O outro é J.C. Serroni pelo trabalho de criação na arte cenográfica. Criado há dez anos pela Shell, o prêmio contempla produções cênicas do Rio e de São Paulo, sendo dois nomes indicados por semestre em ambas as cidades, em nove categorias: autor, diretor, ator, atriz, cenógrafo, trilha sonora, iluminador, figurinista e categoria especial.
Duas características chamam a atenção na distribuição das indicações deste semestre. A primeira é a amplitude de espetáculos - raros são os indicados em mais de uma categoria, o que evitou a concentração. A outra é a presença de espetáculos apresentados no Centro Cultural São Paulo, o que reforça a importância de manter-se espaços públicos - o CCSP pertence à prefeitura da cidade - que ofereçam aluguéis mais baratos e melhores condições de produção. Muitas dessas montagens simplesmente não se realizariam em teatros privados.
Os indicados em montagens que passaram pelo CCSP são Roberto Lage e Beth Lopes, na categoria diretor por respectivamente "ágatha" e "O Jantar"; Pedro Vicente, como autor por "Triálogo" e "Disk Ofensa" - em nova temporada no Teatro N.Ex.T; Magali Biff, como atriz por "A Boneca do Barco"; e Mário Piacentini como iluminador por "A Barca dos Mortos". "Moby Dick" recebeu indicação em duas categorias: pela cenografia de Atílio Belini Vaz, Catherine Alonso e Cristiane Paoli Quito e pela iluminação de Rodrigo Matheus, assim como "ágatha", indicado pela cenografia de Pink Wainer. Troféu - Também com duas indicações, mas já fora do CCSP, está "Somos Irmãs" - atriz para Suely Franco e figurinos para Cláudio Tovar. Na categoria ator estão Luís Melo por "Nijinski" e Raul Cortez por "Um Certo Olhar - Pessoa Lorca". Octávio Mendes é o outro indicado como autor por "Sacrilégio" enquanto na categoria trilha estão César Assolant por "Um Certo Olhar - Pessoa Lorca" e Marcos Vinícius de Andrade e Dyonísio Moreno por "Turandot", ainda em temporada no Teatro Denoy de Oliveira.
Marcos Botassi fecha a lista com uma indicação pelos figurinos do musical "Acordes Celestinos". Os vencedores, escolhidos entre os indicados dos dois semestres, receberão no início do ano que vem um troféu criado pelo escultor Domenico Calabroni e um prêmio em dinheiro no valor de R$ 3 mil.

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