Fora de concurso, a França exibiu ‘‘Sade’’, ontem, no Festival de Veneza. Quase uma super-produção dirigida por Benoit Jacquot, presente em Cannes-99 com ‘‘Pas de Scandale’’.
O marquês-filósofo, arauto da libertinagem, reaparece na tela com o rosto e a interpretação de Daniel Auteuil depois de aparições cinematográficas diversas, a partir de 1927. O filme cobre somente um ano - 1794 - da vida de Donatien Alphonse François, o Marquês de Sade, durante o período em que esteve preso no asilo de Picpus. Para o tema proposto, até que Jacquot realizou um filme, se não puritano, muito próximo do monástico. A aprofundar-se nas práticas libertárias do personagem, o filme prefere um olhar contido, às vezes enfatizando mais o pano de fundo político - o terror sanguinário sob Robespierre - do que o processo da sedução. Muitas promessas, quase nennhum cumprida. Faltou ousadia, de fato.
Fora de concurso, ‘‘Sade’’ reedita aqui a participação de Jacquot ano passado: ‘‘Pas de Scandale’’, ou nennhum escândalo. Com uma ponta de maldade, um jornalista italiano conferiu ao filme, em off, a cotação que achou mais adequada: meia ereção...

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