Sabores do Líbano
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de dezembro de 2002
Karla Matida<br> Reportagem Local 
Quando veio de Hasbaya (sul do Líbano) para o Brasil, em 1951, Hélène Ayoub trouxe muito mais do que roupas na bagagem. Trouxe também receitas tradicionais da culinária libanesa para preparar por aqui. Depois de 50 anos cozinhando para a família e os amigos, Hélène agora também oferece suas delícias no restaurante que leva seu nome.
O cardápio do Hélène Casa Libanesa tem os quitutes mais conhecidos e adorados da culinária árabe. Quibe, esfiha, homos, coalhada, tudo preparado pela própria chef libanesa. ''Não tenho empregados, faço tudo sozinha e artesanalmente'', conta.
Apesar de não requisitar ajuda para cozinhar, Hélène percebe que tem na família alguns ajudantes em potencial e herdeiros do seu precioso caderno de receitas. ''Estou ensinando meu genro a fazer alguns pratos e as minhas netas já mostraram interesse em aprender'', explica.
Claro que nos últimos 50 anos, algumas receitas foram ganhando toques especilíssimos de Hélène. Duas delas, aliás, acabaram até se tornando os pontos fortes do cardápio e carros-chefes do restaurante. ''Os patrícios vêm para comprar a berinjela em conserva e o chanclich (derivado da coalhada)'', diz.
A berinjela recheada com alho e amendoim fica curtindo pelo menos 10 dias antes de estar no ponto certo para comer. Já o chanclich tem uns segredinhos no preparo. A única dica que a chef conta e até mostra é o Zaatar, condimento importado do Líbano.
Outro ingrediente que também deve ser importado para dar um sabor especial é a semolina, usada no Hirst-el Lauz, uma sobremesa à base de amêndoas. Para finalizar bem qualquer refeição.
Serviço:
Hélène Casa Libanesa Rua Jonatas Serrano, 757, em Londrina. Telefone: (43) 3327-5000. Às segundas, quartas, quintas e sextas, a partir das 16 horas. Aos sábados e domingos, almoço a partir das 10 horas. Fechado às terças-feiras.


