De origem alemã e propagado ao mundo pelos americanos, o hambúrguer tornou-se tão consumido pelas mais variadas etnias que acabou ganhando uma data especial para celebrá-lo. O Dia Mundial do Hambúrguer foi comemorado ontem mostrando que o produto continua em alta e seguindo tendências. Atendendo à demanda criada por consumidores preocupados em manter uma alimentação saudável, foram criadas receitas que substituem a carne por grão de bico, cenoura, cogumelo com batata, abobrinha com quinoa e linhaça e até feijão vermelho com batata.
Adepta à dieta vegetariana por sete anos, a chef de cozinha Teca Passarella sempre teve dificuldades de encontrar lanches sem carne nos cardápios londrinenses. "Infelizmente, a grande maioria dos estabelecimentos da cidade não está preparada para atender essa demanda crescente de pessoas que buscam uma alimentação alternativa", reclama.
Na contramão desta realidade, ela lançou mão da criatividade e de seus conhecimentos culinários para criar hambúrgueres vegetarianos e veganos. "O que faz o maior sucesso é o que tem como base grão de bico com espinafre, que é super leve. Mas também criei o hambúrguer de cenoura com pimenta e especiarias orientais, que tem inspiração tailandesa e sabor marcante", destaca Teca ao se referir aos itens vegetarianos que fazem parte do cardápio do Captain Flint, estabelecimento onde ela é sócia-proprietária.
A chef também criou alguns itens veganos, que não levam nenhum produto de origem animal na lista de ingredientes. "Elaborei uma receita de hambúrguer feito com cogumelo e batata, que tem um sabor tão neutro que permite identificar claramente o gosto de cada item usado no preparo. Faço outro à base de abobrinha, quinoa e linhaça, que fica com gosto de comida de avó. E tem ainda a versão preparada com feijão vermelho e batata com pequeno toque cítrico", detalha.
Segundo ela, além de criatividade é importante ter conhecimentos básicos em relação aos ingredientes utilizados nas receitas alternativas. "Como eu já tenho uma memória gustativa, foi fácil fazer a harmonização dos ingredientes. O mais complicado é encontrar o ponto de liga para que o hambúrguer não se desfaça. Principalmente no caso dos itens veganos que não levam ovo, que é como um curinga na cozinha", enfatiza.
Já em relação ao processo de grelhagem, Teca afirma que é mais prático trabalhar com os hambúrgueres vegetarianos e veganos. "Não tem como nada dar errado nesta fase pois todos os ingredientes usados já estão pré-cozidos", garante.

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