Imagem ilustrativa da imagem SABORES - Hambúrguer de dar água na boca
| Foto: Fotos: Gina Mardone
Feito com carnes nobres, o hambúrguer ganha em sabor e qualidade, batatas fritas completam o banquete
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Hamgúrguer fit é feito com pão integral, queijo cheddar light e creme de palmito



Ele passa longe das dietas restritivas e cardápios leves. Já foi vilão da indústria alimentícia e massacrado por organizações ligadas à saúde. Apesar de não ser o alimento mais recomendado pelos nutricionistas, verdade seja dita: o hambúrguer é muito saboroso. Na hora da fome - com tempo ou sem tempo de fazer uma refeição - sempre cai muito bem. Para completar, é de fácil preparo e, geralmente, com preço convidativo. Por isso caiu nas graças de tantas pessoas. Como, então, resistir diante de tantos predicados?

Símbolo maior do estilo da vida moderna, foi nos Estados Unidos que o hambúrguer ganhou mais visibilidade no século passado, imperando entre as opções nas redes mais famosas de fast food. Batata frita e refrigerante completam o banquete da "orgia gastronômica" despertando a gula dos mais controlados. Aqui, definitivamente, as calorias devem ser sublimadas e o lado mais selvagem perdoado. A ideia é comer com vontade e lambuzar os dedos, apreciar sem moderação.

O lado bom de tudo isso é que, junto com sua popularidade, também apareceram mais variedades. A receita tradicional leva o hambúrguer propriamente dito (de carne bovina), duas fatias de pão, queijo, cebola, alface, tomate e picles. A partir dessas guarnições, não há limites para a criatividade. Há quem troque o tipo de carne, há quem incremente ingredientes, substitua ou retire algo. Frito, grelhado, assado, com molho, picante, ingredientes especiais. Enfim, tudo é possível e passível de ser feito para deixar o sanduíche único.

E nem mesmo o clássico do fast food escapou da onda da gourmetização. Hoje, há opções com carnes nobres e ingredientes caríssimos, como trufas negras e foie gras (patê de fígado de ganso). Para quem está disposto a pagar valores até quatro vezes maior, uma boa chance de experimentar novas combinações. No Brasil, essa iguaria vem sendo aperfeiçoada e adaptada pelos chefs e já se tornou o queridinho de grandes centros. Londrina não fica de fora dessa tendência e possui vários estabelecimentos com opções.

Chef e proprietário do Restaurante Madero, especializado em hambúguer, Junior Durski conta que o estabelecimento surgiu para aproveitar a moda das redes "casual dining", espaço que fica entre as lanchonetes rápidas e restaurantes mais refinados. "São poucas empresas desse segmento no Brasil. Entramos para oferecer um pouco mais do que os já existiam." Apesar de não admitir, seu maior concorrente pode ser considerado a gigante rede norte-americana Outback. "Ninguém vai sempre no mesmo lugar e nem todo mundo quer comer hambúrguer toda vez. Por isso, o hambúrguer corresponde a 60% do cardápio; os outros 40% são de carnes em geral e massas."

No entanto, começou no ramo oferecendo três opções de Cheeseburguer mais duas opções de sanduíche. Atualmente, o cardápio suculento vai de Cheeseburguer com dois tamanhos de carne (130 e 180 gramas), Cheeseburguer Super (com duas carnes de 180 gramas) e Cheese Bacon (com fatias de bacon). Depois, ampliou os hambúrgueres para carnes de cordeiro, frango e linguiça artesanal defumada.

"Acredito que são vários fatores que influenciam na escolha do cliente por este ou aquele lugar, como preço, ambiente. Mas, sem dúvidas, a qualidade é importante. Pensando nisso, com o tempo, abrimos nossa própria fábrica de hambúrguer, na qual foi desenvolvida uma técnica de congelamento que mantém todas as propriedades sem a colocação de qualquer conservante", revela.

Outro segredo, de acordo com ele, está no descongelamento da carne, cujo processo pode demorar até 24 horas. "Esse tempo é necessário para que o sabor seja mantido e a carne não perca os nutrientes." Tendo essa premissa, outras opções foram sendo incorporadas ao cardápio de forma a atender ainda mais clientes. "Percebemos que havia muitas pessoas com deficiência renal ou hipertensos que não podiam comer nossos sanduíches. Então criamos a opção "menos sal", que também pode levar metade da quantidade de sal ou zero. O queijo cheddar é baixo teor de sódio e a maionese é substituída por creme de palmito", detalha o chef.

Na mesma vertente, está o Cheeseburguer Fit, que é feito com um pão integral, queijo cheddar light e creme de palmito. "Além de ter menos calorias, é considerado funcional, com ingredientes que oferecem benefícios à saúde." Para quem não come carne, há a opção vegetariana, com hambúrguer feito de quinoa, aveia e cenoura. Em breve, o chef pretende oferecer opções sem glúten e lactose para atender uma gama de clientes com intolerância ou alergias alimentares. A partir da próxima semana, a rede começa a entregar no sistema delivery na cidade.

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