Sabores - Comida que combina com cinema
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quinta-feira, 16 de junho de 2016
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Cinema e gastronomia, duas artes, estão intimamente ligados. Não raras as vezes, cenas românticas são gravadas em mesas repletas de comida com famílias e amigos comemorando em torno de pratos de todos os tipos. Nesses poucos segundos de imagens, é possível fazer uma verdadeira viagem à culinária de países e sua cultura. Filmes como "A festa de Babete", Soul Food e a animação "Ratatouille" dão uma amostra desse universo. Nesse quesito, a gastronomia francesa ganha um capítulo à parte. Por isso, quem quiser inspiração tem uma ótima oportunidade. Até o próximo dia 22 de junho seguem em cartaz os filmes do Festival Varilux de Cinema Francês, em todo Brasil.
Sem dúvidas, a culinária francesa é famosa pela variedade de pratos e considerada referência mundial na arte da gastronomia com requinte. São diversas tradições que cada região mantém de acordo com as influências culturais da localidade garantindo uma gama de experiências ao culto do comer e beber. Bem, diga-se de passagem. Não por acaso, a França possui as mais tradicionais escolas de gastronomia e recebe alunos do mundo todo em busca de novos sabores. Ao mesmo tempo, vários chefes de cozinha da França desembarcam no Brasil para ensinarem os segredos das receitas que guardam muitas técnicas e metodologia desenvolvida no país.
Dentre os vários pratos, a panificação e confeitaria, sem dúvidas, ganham destaque com inúmeros tipos de pães e doces deliciosos. Professora de gastronomia do Instituto Gastronômico das Américas (IGA), Érica Aline dos Santos diz que uma das massas muito utilizadas, a massa choux, aprimorada pelos franceses, possui uma diversidade enorme e pode ser utilizada em pratos salgados e doces. "Por ser neutra, é possível fazer um jantar completo: dos petiscos a entrada, passando pelo prato principal e terminando com a sobremesa. Além disso é muito leve", enumera ela, que chegou à final do programa "Que seja doce", da GNT, exibido essa semana.
Massa a base apenas de margarina, farinha de trigo, água e ovos, exige um pouco de paciência. "Não é difícil, apenas trabalhosa. É preciso ficar atento ao ponto." Esse ponto, segundo a professora, é fácil de ser percebido. "Quando colocamos o primeiro ovo, a massa se espalha totalmente pela batedeira. Um a um, vão sendo acrescentados até que, no último, a massa fica uniforme e "gruda" no batedor. Esse é o ponto. São aproximadamente sete ovos, mas isso vai depender do tamanho", detalha, acrescentando que o intervalo de cerca de trinta segundos é o recomendado entre a adição dos ovos.
Essa é a massa que vai dar origem a um verdadeiro banquete, sendo que o único detalha que varia é a forma de cocção e apresentação. Para petiscos, ela sugere palitinhos salgados para comer com patê ou molhos. Como entrada, carolinas salgadas acompanhando frios. Prato principal, um nhoque. E, para finalizar, uma deliciosa sobremesa que pode ser a carolina doce, um paris brest ou éclair. "A massa é a mesma, mas uma vai ao forno em formato de bolinha, outra de palito, outra de argola. O tempo de forno também vai variar para cada finalidade, se for algo mais crocante, por exemplo. No caso do nhoque, é cozida na água."


