Sabores - Combinação perfeita
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Marian Trigueiros<br> Reportagem Local 
O workshop com o sommelier de vinhos William Máximo, da Enoteca Decanter Londrina, encerrou a penúltima fase do Festival Cozinha & Sabor, iniciativa do Grupo Folha de Comunicação, que movimentou o cenário gastronômico na cidade nos últimos meses. No evento, que reuniu convidados e participantes do projeto no showroom da Vectra Store, na última terça-feira, o especialista explicou sobre técnicas básicas de degustação de vinhos e ensinou como harmonizar alguns pratos com as bebidas escolhidas especialmente para a ocasião.
"É fundamental conhecer algumas técnicas de degustação para o maior aproveitamento dos aromas e sabores de um vinho. Existem procedimentos sequenciados importantes que irão proporcionar uma melhor experiência ao degustador", explicou o sommelier, atentando para três fatores importantes a serem analisados: visual, olfato e paladar com uma série de detalhes em cada etapa. O sommelier falou da procedência de cada vinho, suas principais características, bem como a região em que foi produzido.
As combinações propostas por Máximo foram: espumante brasileiro Bossa Nova nº3 Brut Rosé para o tartare de salmão; vinho italiano Sangiovese 2013 com o espaguete à carbonara; e, para o steak au poivre com purê de batata baroa e aspargos salteados na manteiga, o vinho argentino Las Moras Black Label Cabernet Cabernet.
A ordem de degustação dos vinhos foi escolhida do mais leve ao mais encorpado. "Por se tratar de um workshop para quem deseja iniciar a apreciação de vinhos, escolhi bebidas com preço acessível e fácil agradabilidade."
Na hora de provar o espumante, conforme ele, é importante observar o perlage - borbulhas de gás carbônico -, "pois a persistência e finas bolhas indicam a qualidade do espumante". O ideal é ser servido mais gelado, na temperatura entre 6 e 8 graus.
O espumante rosé brut da Cave Hermann degustado na ocasião é produzido na região de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, e composto por três tipos de uvas: Pinotage, Cabernet Franc e Merlot. "É de um rosa cereja intenso, aromas frutados (morango), sobre notas de pão e flores. Muito cremoso na boca, apresenta um paladar fresco, macio, de moderada persistência", definiu.
Segundo ele, o espumante harmoniza bem com o tartare de salmão devido à acidez de ambos. "Essa harmonização é por semelhança, ou seja, acidez da bebida e acidez do prato", esclareceu, acrescentando que o brut, mais seco, tem grande versatilidade. "É um espumante que acompanha bem canapés, antepastos, frios, sushis, sashimis de atum e frutos do mar em geral." Ele lembrou ainda que este tipo de bebida nem requer acompanhamento, pode ser servido sozinho tranquilamente.
Produzido na região da Umbria, o Sangiovese da Castello di Magione acompanhou bem o espaguete à carbonara, cuja receita levava creme de leite. "É um prato mais estruturado e que possui uma certa intensidade de sabores, é defumado e untuoso, por causa do ovo, do bacon e do creme de leite. O vinho combina, portanto, com essa composição pois tem um corpo médio. Ou seja, vai equilibrar com os sabores do prato, sem anulá-los", destacou.
Ainda conforme o sommelier, é um ótimo vinho para acompanhar pratos como massas recheadas com carne vermelha, molhos brancos, defumados, e bruschettas com patê de azeitona preta, por exemplo. "É um vinho de cor rubi mediana. Macio, com leveza e suculenta acidez, o que deixa um frescor na boca." Este é um vinho cuja temperatura na hora de servir deve estar um pouco mais elevada - algo em torno de 16 graus.
Já o Black Label Cabernet - Cabernet da Bodega Las Moras complementou bem o steak au poivre com purê de batata baroa e aspargos salteados na manteiga. "É um vinho que harmoniza com o prato pela semelhança. O tanino que dá a sensação de secura e adstringência na língua e no palato da bebida reage bem com a gordura e proteína da carne, além da manteiga e do queijo do purê." O ideal é que seja servido à temperatura de 16 graus.
Máximo explicou que o vinho, produzido com as uvas Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon, fica cerca de um ano em barricas de carvalho. "Com isso, fica mais potente e os aromas especiados bem marcantes. Apesar disso, tem uma textura sedosa. É um vinho de cor mais negra, que chamamos de tintureiro, pois suja a taça." Outros pratos que harmonizam bem são carnes de cordeiro, de caça, churrasco e pratos de cozimento longo, como rabada, ossobuco e barreado.


