Sabores - A hora e a vez das carnes nobres
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sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Ana Paula Nascimento<br>Reportagem Local 
O paladar do brasileiro para carnes está mais apurado e prova disso é o aumento do consumo de carnes nobres de gado e seus cortes diferenciados, como T-Bone, Ribeye, New York Steak e The Porterhouse, muito comuns nos Estados Unidos e caracterizados por uma espessura maior e sabor agregado. Com uma grande fartura no mercado brasileiro de carnes para o dia a dia, a bola da vez é apostar no ramo de carnes especiais e surpreender o consumidor pelo sabor. Textura, maciez e marmoreio (grau de gordura entremeada nas fibras da carne) já começam a fazer parte do vocabulário dos apreciadores de carnes, e a qualidade passa a ser uma referência que justifica o preço mais salgado do produto.
Em Londrina, aberto há pouco mais de um mês, o restaurante Madeira Grill privilegia as carnes mais sofisticadas e inova no cardápio ao oferecer cortes de Wagyu - carne de origem japonesa que é considerada a mais saborosa e cara do mundo (o quilo pode chegar a US$ 1 mil no Japão) -, além de ofertar opções de cortes de Red Angus e Black Angus, de origem escocesa e produzidos no Brasil, Uruguai, Argentina e Austrália. "O brasileiro está ficando mais exigente, e como consequência dessa tendência está havendo uma redução das churrascarias de rodízio nos grandes centros, como São Paulo, até mesmo para evitar o desperdício", observa o proprietário Marcelo Serafim, que há dois anos e meio abriu em Maringá a primeira unidade da casa.
Suave e extremamente saborosa, a versão do New York Steak (corte parecido com o contrafilé de espessura mais alta) é feito com carne de Wagyu - também conhecida como o "Kobe Beef" - e servida sobre chapa de pedra sabão aquecida na medida certa para conservar a temperatura ideal da carne.
O grau de marmoreio que varia de 1 a 12 é identificado no cardápio e interfere no valor final do prato. "Em média, o Wagyu produzido no Brasil atinge grau de marmoreio 6. As carnes produzidas na Austrália vão de 6 a 7 e no Japão, de 8 a 9. Ainda trabalhamos com marmoreio de 10 a 11 sob reserva e de 12 sob encomenda", explica Serafim, que também é chef de cozinha autodidata.
A casa também oferece o delicioso New York Steak feito com Angus, que comprova que a maciez e marmoreio da carne que estão cada vez mais caindo no gosto do brasileiro. "É um caminho meio sem volta, depois que você prova esse tipo de carne, sente nitidamente a diferença em comparação às carnes e cortes mais tradicionais", comenta Serafim, lembrando que as carnes produzidas no restaurante são feitas em uma parrilla argentina.



