Interpretando um personagem nas oficinas de teatro ou participando de uma simples brincadeira, os adolescentes do Cesomar aprendem a deixar de ser apenas coadjuvantes para assumir o papel principal, mudando o desfecho da própria história.
A possibilidade da criação de um novo roteiro para a trajetória de adolescentes, que não teriam muitas oportunidades se não fossem as oficinas oferecidas pelo centro, é resultado de um trabalho de quatro anos, reconhecido com o Prêmio Itaú-Unicef.
Concorrendo com 1.574 projetos em todo o Brasil, sendo que 260 somente da Região Sul, o projeto Educomunicação foi destaque na premiação ao discutir a violência nas escolas londrinenses. As discussões e os trabalhos produzidos na oficina foram apresentados aos alunos de uma escola da Zona Norte, que acabaram se engajando na luta.
O educador Roberto Camargo, que coordena a oficina, lembra que há mais de 30 anos existem iniciativas de aproximação entre as áreas de Comunicação e Educação para a promoção humana e social. ''Queremos com isso desenvolver a capacidade de compreensão de mundo e fortalecer o potencial deles em relação à transformação da sociedade'', afirma Camargo.
Através da leitura crítica de jornais, avaliação de programas de televisão, produção de jornalzinhos, esquetes de rádio e vídeos, histórias em quadrinhos, crônicas, entre outras atividades, os adolescentes aprendem a mudar de lugar, passando de um papel secundário ao de protagonista na sociedade. ''Acho que as oficinas são importantes porque tiraram a gente da rua. Aprendemos a ter respeito pelas pessoas'', comenta o adolescente Renan Gustavo Giacomelli, 14 anos. (F.L.)

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