É hoje a abertura da quinta edição brasileira do "Rock in Rio". Desta vez, o festival terá participação de uma banda de Londrina, a Terra Celta (ver box). Os músicos, porém, não serão os únicos londrinenses a desembarcar por lá. Uma numerosa legião de "pés vermelhos" estará misturada às cerca de 600 mil pessoas esperadas para os sete dias de programação cujos ingressos esgotaram-se em junho deste ano.
Entre os principais nomes desta edição estão Beyoncé, Bruce Springsteen, Metallica, Justin Timberlake e Iron Maiden. Essa última tocará no dia 22 e foi uma das atrações que convenceram a professora Andrezza Claro da Silveira a comprar ingresso para o festival - a outra foi Avenged Sevenfold. "São minhas bandas favoritas", diz ela, que vai pela segunda vez ao Rock in Rio. "Fui em 2011 para ver o Guns N' Roses e já planejo ir ao próximo", adianta, empolgada.
Ela irá de ônibus em excursão promovida por uma empresa de turismo de Curitiba. "Não consegui encontrar passagem aérea mais barata. Sei que de ônibus é mais cansativo, mas tudo vale a pena nessas horas. E já combinei com alguns amigos que vão separados de nos encontrarmos por lá", conta.
Empresas de turismo de Londrina também fretaram ônibus para a maratona musical. Uma delas levará os estudantes Telione Katayose, 19 anos, Caio Martins, 16, e Alex Silva Martins, 14, à sua primeira viagem para assistir a um concerto internacional de rock. Eles engrossarão o público do último dia do festival. "Estou indo por causa do Avenged Sevenfold, minha banda preferida, e do Iron Maiden, que é uma das primeiras bandas que eu escutei na parte de rock", diz Telione, com a concordância dos dois amigos.
"Vai ser algo para eles lembrarem para o resto da vida", salienta Laércio Aneli Martins, 49, que será responsável pelos meninos durante toda a viagem. Pai de Caio e Alex e padrinho de Telione, ele explica que a experiência também será marcante para sua história pessoal, já que deixou de frequentar grandes shows de rock há quase três décadas. "Meu último grande show foi do RPM no Moringão", lembra. "Agora vou só para acompanhá-los. Não gosto muito de rock pesado", completa.
O motion designer José Rafael C. Fontoura, 23, é outro que escolheu o dia de rock pesado para viajar ao Rio de Janeiro. Vai levado pelos shows das bandas Slayer e Destruction, que tocam no mesmo dia das bandas citadas pelos outros entrevistados. Ele explica que, quando pode, não hesita em ir a shows de bandas grandes em turnê no Brasil. "É a primeira vez que vou ao Rock in Rio, mas esta será a segunda vez que eu vou ver ao vivo o Slayer e o Iron Maiden", conta. Ele também irá ao festival em ônibus de excursão.
O jornalista Renan Oliveira, 25 anos, por sua vez, planeja encarar sozinho a viagem. É seu segundo Rock in Rio. Esteve na edição de 2011. "Estou indo agora principalmente para ver o Metallica e o Sepultura (atrações do dia 19), mas estou empolgado também para assistir ao show do Ghost B.C, que é uma banda da Suécia bem interessante e que vem chamando atenção da crítica musical. Também tem atrações como Rob Zombie e Alice in Chains que, apesar de eu não ser fã, tenho curiosidade em vê-los ao vivo", diz.
Sua avaliação da edição anterior do festival é positiva. "Achei bem organizado", pondera. "A estrutura do espaço é excelente, de fácil circulação e os horários dos shows são bem respeitados na medida do possível. Uma reclamação de muita gente foi a limpeza, que necessita ser mais eficaz e é uma das promessas da organização para este ano. Outro ponto negativo foi o transporte para ida e retorno à Cidade do Rock, que estava muito confuso e complicado, principalmente para voltar. Mas se fosse dar uma nota para a produção do evento, daria 8", analisa.

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