E como não falta grandeza a ser conferida pelo turista em Chichén Itzá, outra atração: o Campo de Jogo de Bola. Tem 168 metros de extensão, uma tribuna e duas paredes que o cercam como se fossem arquibancadas, uma de cada lado, onde está um anel que fazia as vezes de gol. Das muitas histórias que envolvem o campo uma sangrenta conta que os perdedores eram sacrificados. Aliás, existe um local do sítio que no passado era reservado para essa prática. A Cenote Sagrada, um poço d'água natural que, além de abastecer o povoado, acredita-se, era usado como palco para sacrifícios humanos.
Ao sul de Mérida (a 80 km) está Uxmal, considerada a mais requintada das cidades maias. Isso é facilmente comprovado pela riqueza de detalhes arquitetônicos. ''A cidade construída três vezes'' (significado em maia de Uxmal) possui um espaço que hoje serve de palco para um espetáculo noturno cheio de efeitos de luz e som, o La Noche de los Mayas. Trata-se do Quadrilátero do Convento, que se constitui de quatro edifícios dispostos de maneira a formar a figura geométrica. Cada um dos prédios é um tanto mais alto que o outro, e quanto maior mais elaborado o seu acabamento.
Durante o show, lendas são contadas por uma gravação, sem nenhum ator, e mesmo assim, com o toque certo de pirotecnia, é impossível não se deixar impressionar. Chichén também tem um espetáculo semelhante.
Já a Casa das Tartarugas é assim chamada pois tem seu friso cravado de pequenos desenhos desse animal. Aliás, a tartaruga é, para os maias, um chamariz de água, e a constante presença de símbolos que remetem ao elemento é explicado pelos estudiosos. Como não há cenote nesta zona arqueológica, a falta de chuva e consequentemente de água era um sério temor dos moradores. Por isso, há também em Uxmal diversas referências ao deus Chac, da chuva, talvez o deus mais aclamado pelo povo maia, já que da chuva dependia o sucesso das plantações e das boas colheitas. Você vai ouvir canções que o evocavam durante o show que ocorre diariamente.
Merecem destaque ainda o Templo Divino, o Pombal e o Palácio do Governador. Uma lenda diz que aluxes (uma espécie de gnomo) fizeram o templo em uma única noite. Outra curiosidade é que para erguê-lo seguiram-se cinco etapas, de baixo para cima. O ponto mais alto é sempre o que abriga o governo.
No Pombal atualmente o que sobrou de um palácio com telhado que lembra uma crista , contempla-se a calmaria proporcionada por um jardim retangular localizado à sua frente.
A melhor vista de Uxmal, porém, é a que se tem a partir do Palácio do Governador. Você admira, lá longe, a Pirâmide do Mágico, de 35 metros de altura. Sua construção iniciou-se no século 6 a.C. e, durante 400 anos, foi retocada.
Para arrematar a excursão por este universo tão curioso, não deixe de visitar Ekbalam (que significa jaguar negro na língua maia), a 184 quilômetros da capital yucateca. Reduto de importantes informações de religião e astronomia, este sítio data de 100 a.C., mas só atingiu seu esplendor entre 600 d.C. e 1000 d.C. Sua Acrópole é uma das mais representativas do continente, e passa por uma reconstrução há quatro anos, sendo que ainda faltam 35% para terminar.

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