Metade porco, metade homem. Gente ou bicho? Talvez nem a ciência explique as criaturas de laboratório ‘‘modificadas geneticamente’’ pelo grupo francês Hector Protector, que apresenta hoje e amanhã no Filo o espetáculo ‘‘Génie Génétic’’. Em tempos de avanços da engenharia genética, os atores Jean-Pierre Catalano e Frédéric Duperray vão para as ruas de Londrina na pele de seres que rugem e grasnam sua perplexidade por causa da distorção genética. Às 11h30, eles saem do Cine-Teatro Ouro Verde e passeiam pelo Calçadão até o Coreto.
Abandonadas pelo ‘‘gênio’’ que as criou em laboratório, as figuras se esforçam para encontrar um meio-termo entre os comportamentos humanos e os bestiais que convivem dentro delas. Tem cheiro de confusão! Como não usam uma linguagem humana, as criaturas vão improvisar harmonias, melodias e ritmos – ou melhor, rugidos, roncos e pios – que os ouvidos humanos não estão acostumados a decifrar.
Teatro de rua e do absurdo, ‘‘Génie Génétic’’ deve provocar muitos risos – e até espanto – no público transeunte londrinense. Portanto, se encontrar um tipo estranho assim no meio do Calçadão, não se assuste. São os franceses malucos do Hector Protector.
‘‘Génie Génétic’’, espetáculo de rua do grupo Hector Protector, da França. Com Jean-Pierre Catalano e Frédéric Duperray. Cenário: Monique Bienmuller e Frédéric Duperray. Som: Alain Litt. Figurinos e acessórios: Darryl Roth. Criação de máscaras e objetos: Ph. Bruneteau.

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