Embora a diretora Mimi Leder tenha experiência como regente de blockbusters de ação - o exemplo mais acabado é ''O Pacificador'' -, ela termina sucumbindo neste subgênero cheio de armadilhas como é o filme de grandes assaltos. ''Jogo Entre Ladrões'', em lançamento nacional, é até um filme com possibilidades em sua proposta, e não apenas pelo planejamento e execução de um grande roubo, material sempre apetecível ao espectador, mas também pelo clássico jogo de falsas aparências levado a cabo pelos dois contendores, Morgan Freeman e Antonio Banderas.
Mas à medida em que a trama avança, e mais e mais se complica, as coisas parecem perder contato com a realidade. E empalidecem. A cineasta sabe como imprimir ritmo e correção visual ao conjunto, sem estridências, e toda a fase do roubo aparece resolvida com eficiência. Mas a este mesmo conjunto falta força, brilho e seriedade para manter de pé uma produção enormemente prejudicada por um roteiro que faz água por todos os lados e pela direção impessoal, sem estilo ou emoção. O melhor de ''Jogo Entre Ladrões'' fica mesmo por conta da sempre eficaz interpretação cool de Freeman, o que alimenta o lado intrigante de seus personagens. (C.E.L.J.)

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