Em tempos de escassez de mocinhas e mocinhos, pode parecer fácil que alguns nomes que nunca foram cogitados para a função de protagonistas se animem. O histórico e a experiência contam a favor, é claro. Mas também podem ser decisivos na hora de vetar uma escalação. ''Não dá para escolher um ator cujo traço mais forte seja a comédia em um papel dramático. Mesmo que ele tenha carisma, dedicação e talento'', opina Cristianne Fridman, que já escreve a próxima novela das 22 horas da Record, com previsão de estreia para março.
Para alguns, escalar protagonistas não chega a ser a parte mais difícil. A explicação é simples e, como se vê ultimamente na tevê, evidente: nem sempre esses são os melhores personagens de uma história. Por isso mesmo, é comum ver artistas quase inexperientes assumindo o posto com o qual tantos sonham. ''Não é raro um papel começar pequeno e terminar roubando a cena e até protagonizando uma história'', aponta Thelma Guedes. ''Não se deve supervalorizar os protagonistas. Novela é conjunto, é equipe, não se trata de um trabalho científico. Somos intuitivos'', complementa Ricardo Linhares. ''O mais importante é o personagem e não o tamanho do ator'', frisa a produtora de elenco Frida Richter, que atualmente trabalha na equipe de ''Passione''.

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