Alguns passeios são obrigatórios, seja qual for a intenção do turista (místico ou ecológico). O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, com 3,3 mil hectares, é um deles. Para quem dispõe de pouco tempo e não pode conhecer tudo que o parque oferece, os guias recomendam dois roteiros básicos: o Caminho das Águas e o Caminho das Pedras. O ideal seriam dois dias para conhecer ambos com calma. Mas pode ser feito em um só, desde que não se pare para mais que alguns minutos de contemplação. Para entrar no parque paga-se ingresso no valor de R$ 3.
O Caminho das Águas engloba uma pequena caverna de arenito, conhecida como Casa de Pedra, e uma caminhada de cerca de três quilômetros pelas cachoeiras do Pulo, Degrau, Prainha, Hidromassagem, Andorinhas e, claro, o Véu de Noiva, cartão-postal da Chapada, com seus 86 metros de queda livre. É recomendado muito protetor solar, repelente de inseto e, claro, traje de banho.
O Caminho das Pedras é um pouco mais puxado, com uma caminhada de oito quilômetros para visitar algumas formações de arenito de formas curiosas como o Jacaré de Pedra, a Mesa de Sacrifícios, o Altar de Pedra, o Totem e outras, onde é possível ver os fósseis de conchas do mar, que provam que o interior do Brasil já foi um oceano. Nessa caminhada também se conhece o Mirante do Morro de São Gerônimo, outro cartão-postal e a montanha mais alta da Chapada, e de onde se diz que é impossível cair já que os ventos reversos sustentariam a pessoa. Completam o passeio o Cogumelo de Pedra, um sítio arqueológico com pinturas rupestres, e a Cachoeira dos Namorados, onde um banho relaxa e alivia o cansaço.
Se o tempo disponível na Chapada for maior, algumas atrações são imperdíveis, como o Mirante do Centro Geodésico, a Caverna Aroê Jari – a segunda maior caverna de arenito do Brasil com cerca de 1,4 mil metros de túneis e a única que pode ser visitada em parte –, a Lagoa Azul, uma piscina natural coberta cheia de água cristalina que, banhada pelo sol da tarde, se torna de um azul profundo. Ali é proibido nadar, mas só contemplá-la já vale a pena. Ao lado da Lagoa Azul, mais três pequenas cavernas podem ser visitadas: o Palácio das Araras, a Toca da Onça e a Fenda da Santa, onde um pequeno desmoronamento formou a silhueta de uma imagem de Nossa Senhora. Aroê Jari e Lagoa Azul ficam dentro de uma propriedade particular e é preciso pagar R$ 5 para visitá-las.
A Cidade de Pedra também é outro passeio obrigatório. À beira dos paredões da Chapada, de seu mirante tem-se uma vista vertiginosa – uma queda vertical de 350 metros – e formações rochosas sugestivas e belas. Impossível ficar insensível e difícil encontrar palavras para descrever a paisagem, principalmente ao pôr-do-sol.
Outros pontos que merecem ser conhecidos são o Portão do Inferno, um canyon com mais de 50 metros de profundidade, a Cachoeira da Martinha – uma sequência de cinco cachoeiras com o maior volume de água da Chapada – onde se pode passar a tarde nadando e a Cachoeira Bailarina, com 130 metros de queda e onde o vento faz as águas dançarem. Pode-se até conhecer um verdadeiro garimpo de diamantes, é só combinar com o guia.
Para completar, saindo da Chapada, não deixe de testar o ‘‘Ponto Magnético’’, na estrada que liga a cidade a Cuiabá. Uma surpresa para encerrar com chave de ouro qualquer visita e garantir uma futura volta. (T.E.)

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