Roteiros místicos ganham mais adeptos
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terça-feira, 13 de setembro de 2005
Cristiana Vieira<br> Agência Estado 
Viajar para conhecer uma cidade, seus marcos históricos e seu povo não é mais o que atrai as pessoas que se autodenominam turistas esotéricos. O que elas procuram é pisar em territórios sagrados, pólos energéticos e conhecer in loco as histórias de antigas civilizações ou, ainda, fazer uma imersão na natureza. As opções são os destinos tidos como místicos e que tenham um quê de enriquecimento espiritual.
A soma desses ingredientes dá turismo esotérico. Aos adeptos, os benefícios são inegáveis. O nicho é grande. ''Há pessoas que se interessam e outras que têm preconceito'', diz a diretora do Instituto Romã, Rita Mendonça representante oficial da Sharing Nature Foundation no Brasil, uma das mais conceituadas instituições de educação ao ar livre. ''Esse tipo de viagem promove experiências esotéricas no sentido de facilitar a interiorização e contato com si mesmo'', argumenta.
Já existem, há alguns anos, algumas poucas e boas agências especializadas nesse ramo. Mas, pouco se sabe sobre o assunto. Nenhum órgão de turismo, por enquanto, providenciou uma pesquisa ou apresenta estatísticas sobre o tema.
A EsoTurismo, por exemplo, com dez anos de estrada, é uma prova de que o segmento é promissor. ''Não se trata de um turismo tradicional: as pessoas aprendem a tirar benefícios físico, mentais e espirituais das viagens'', conta a dona da agência, Elaine Blach. ''Nossas vivências primam por proporcionar às pessoas um resgate de informações sobre si mesmas'', diz ela. ''A partir disso, elas conseguem se sentir parte dos locais visitados e passam a usufruir os poderes que eles irradiam.''
Há até agências especializadas em caminhadas filosóficas em contato com a natureza, caso da Palas Athena. Além disso, muitos hotéis passaram a oferecer serviços para acelerar o processo de relaxamento e bem-estar dos hóspedes, incluindo massagens variadas e banhos relaxantes para colocar o hóspede em equilíbrio. Pelo visto, é tempo de expandir a percepção e de partir em busca de algo além de paisagens perfeitas.
As viagens esotéricas vão além daqueles passeios em que o turista não perde nem um clique. Elas começam muito tempo antes de o bilhete aéreo chegar em mãos: têm início lá nas páginas dos livros de História.
Alguns dos lugares considerados sagrados foram chamados de umbigos do mundo, por servirem como uma espécie de ''fonte de alimento'' para os homens. ''O mais interessante dos locais que provocam uma certa inquietação nos mais resistentes cientistas é que um estudo minucioso de suas localizações ou marcos revela coincidências surpreendentes'', conta a dona da agência EsoTurismo, Elaine Bach.
No Brasil, entre os lugares considerados sagrados está a Gruta do Lago Azul, em Bonito, no Mato Grosso do Sul, e a cidade de Alto Paraíso de Goiás, em Goiás, na porta de entrada para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.
A cidade é repleta de construções em formato de pirâmide e de cúpula. O brado ainda vale: viva a sociedade alternativa!


