Roteiro une Cataratas e Amazônia
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segunda-feira, 03 de novembro de 1997
Valmir Denardin Foz do Iguaçu 
Arquivo Folha
O CorredorPercorrendo o Brasil no sentido Sul-Norte, o trajeto liga as Cataratas e a Costa Oeste ao Pantanal e às florestas e rios da região Amazônica
Já no início de 1998, agências de viagem de todo o mundo deverão oferecer a seus clientes um novo destino turístico: um passeio com duração de 15 dias, que inclui as Cataratas do Iguaçu, o Pantanal e a Amazônia. Representantes da Foztur (o órgão oficial do turismo em Foz do Iguaçu) e dos governos estaduais de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Amazonas e Pará estão criando o projeto Corredor do Ecoturismo. A iniciativa tem o apoio do Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur).
O turismo é o negócio que mais cresce no mundo e, dentro desse mercado, o turismo ecológico é o segmento que oferece as melhores perspectivas, avalia o diretor de Marketing da Foztur, Luiz Antonio Rolim de Moura. De acordo com ele, muitas operadores já vendem pacotes casando Foz do Iguaçu e o Pantanal, mas isso vem sendo feito de forma individualizada.
Percorrendo o Brasil no sentido Sul-Norte (ou vice-versa), o Corredor do Ecoturismo vai ligar os principais atrativos desse segmento no País: Foz do Iguaçu (Cataratas e Costa Oeste, região banhada pelo lago da hidrelétrica de Itaipu), Pantanal (localizado nos Estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso) e as florestas equatoriais e os grandes rios da região Amazônica, no Estado do Amazonas. O Pará, outro Estado da região Amazônica, deverá se integrar oficialmente ao projeto na próxima segunda-feira, dia 10, quando será realizada em Santarém (a 1.369 quilômetros a oeste de Belém) a primeira reunião de trabalho do grupo.
Principais clientes Segundo Rolim de Moura, o principal alvo desse novo roteiro turístico será o visitante estrangeiro, já adepto do ecoturismo. A divulgação do projeto começará a ser feita pelo Japão, em dezembro, durante a feira Jata 97, o maior evento turístico daquele país. Os japoneses já são um dos principais clientes estrangeiros de pacotes com destino ao Pantanal.
Nosso maior mercado, pela proximidade, serão os demais países do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai). O segundo deverá ser a Europa e o terceiro, os Estados Unidos, prevê o diretor da Foztur. Ele acredita que o custo do transporte aéreo no Brasil vai limitar o acesso dos brasileiros a esse novo produto turístico.
Devido à carência de estradas e à baixa oferta de vôos no Pantanal e na região Amazônica, o Corredor do Ecoturismo deverá adotar a intermodalidade no transporte, unindo os sistemas aéreo, rodoviário e fluvial. Segundo Rolim de Moura, já há empresas aéreas interessadas em criar novas linhas para atender esse roteiro. Os Estados integrantes do projeto também deverão se comprometer a melhorar a qualidade das estradas e implantar infra-estrutura.
Na reunião do próximo dia 10 começará a ser definido o preço dos pacotes. A duração da viagem será em torno de 15 dias, com quatro dias em Foz do Iguaçu, seis no Pantanal e cinco na Amazônia. Os pacotes deverão ser vendidos pelas agências já no início do próximo ano.


