Curitiba - A chance de conhecer de perto a história da colonização européia no Paraná e ter contato com a cultura e costumes mantidos até hoje pelos colonos está no Roteiro dos Imigrantes. Um de seus itinerários batizado de rota ''Eslavo-Germânica'' passa pelas cidades de Palmeira, Prudentópolis e por Entre Rios, Distrito de Guarapuava. Este último, o mais distante, fica a cerca de 320 quilômetros de Curitiba.
O Roteiro dos Imigrantes é operado pela Cooperativa Paranaense de Turismo (Cooptur), a primeira do gênero no País. Criada no final do ano passado, é constituída pelas Cooperativas Witmarsum, de Palmeira, Camp, de Prudentópolis, Agrária, de Entre Rios, Batavo, de Carambeí, Castrolanda, de Castro, e Capal, de Arapoti (leia mais nesta página).
A primeira parada da rota Eslavo-Germânica é a Colônia Witmarsum, em Palmeira, onde vivem cerca de 1,8 mil imigrantes e descendentes de alemães menonitas. No pequeno lugarejo, uma visita imprescindível é ao museu. Montado na antiga casa sede da então Fazenda Cancela, que deu origem à Cooperativa Witmarsum, hoje, uma das mais importantes produtoras de laticínios do Estado.
O museu reúne móveis, ferramentas agrícolas, utensílios domésticos, fotografias, entre outras peças, que retratam o início da colonização, em 1951. As cinco primeiras famílias de imigrantes alemães que chegaram a Palmeira vieram da Rússia, fugindo do comunismo.
Na Casa do Criador, duas opções tentadoras: degustar os queijos finos produzidos pela cooperativa como camembert, tilsit, emmental, raclett e brie e saborear o típico café colonial. A intenção da Cooptur é instituir, no inverno, noites de foundue. O local é tocado por Arlinda Jahn que, por enquanto, oferece o café somente nos finais de semana, das 14 às 20 horas, e, especialmente, para grupos de turistas.
Ainda na Colônia Witmarsum é possível conhecer o encanto de uma chácara de criação de pôneis e mini-horses. Na Ponyland ou Ponyhof (pátio dos pôneis em alemão), os visitantes são recebidos pelo simpático casal Sieghard e Marta Epp, que deu início à criação há 10 anos e decidiu abrir o local para visitação.
Além de poder montar os pôneis e cavalos e passear pelos vastos gramados da propriedade de 220 mil metros quadrados, os turistas ainda podem se refrescar em uma piscina natural ou pescar em um tanque de tilápias, carpas e pacus. Marta também se encarrega de preparar para os turistas uma farta mesa de café colonial. Sieghard promete colocar em operação, em breve, passeios de charrete e de trenzinho.
Serviço
Informações e reservas para o café colonial na Casa do Criador - (42) 3254-1292
Ponyland - (42) 3254-1166 (42) 9978-6064
Cooperativa Witmarsum - (42) 3254-1147

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