O conceito corrida de aventura foi criado por um jornalista francês, Gerárd Fusil, que, em 1989, montou a primeira equipe do mundo, a Raid Gauloises, no país da aventura, Nova Zelândia. No Brasil, o pioneiro foi o empresário paulistano Alexandre Freitas, que participou de uma dessas corridas criadas por Fusil e não resistiu: em 1997, fez um projeto para os corajosos brasileiros.
Daí, nasceu a Sociedade Brasileira de Corridas de Aventura (SBCA), e a primeira corrida de aventura do País, a Expedição Mata Atlântica (EMA), em outubro de 1998. Logo na primeira vez, o evento recebeu 30 equipes. Há dois anos, Freitas sofreu um acidente gravíssimo e está imobilizado até hoje. Seus seguidores, porém, não deixaram a idéia morrer e atualmente há grandes eventos em cenários espetaculares no Brasil, como os da Ecomotion PRO, por exemplo, que, no ano passado, recebeu equipes de 12 países.
Para este ano, a idéia é que competidores de 20 nacionalidades diferentes prestigiem o evento. E como sempre há novatos interessados no circuito, foram criadas as clínicas e as corridas curtas, solicitadas por aqueles que querem conhecer a modalidade, mas só têm um fim de semana, um dia ou algumas horas de folga na agenda. Dependendo do lugar escolhido, as modalidades básicas são orientação, trekking, técnicas verticais e canoagem.
O competidor deve, também, identificar os tipos de provas: as curtas têm entre 50 e 60 quilômetros e duram cinco horas, marca da equipe que chega em primeiro lugar o dobro, em média, para o grupo que chegar em último. As medianas são provas de 120 quilômetros, com duração de 16 horas para a primeira equipe, e as longas percorrem 500 quilômetros, com duração de quatro dias para os primeiros colocados e média de cinco a sete dias para os demais.

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