Roqueiros do Senhor
Os solos de guitarra, o visual dos integrantes e a atitude vigorosa no palco não deixam dúvidas de que a banda londrinense 33HC é roqueira. Porém, apesar da pegada punk rock e hardcore, as letras católicas cantadas pelos músicos londrinenses em nada lembram o tom de rebeldia característico destes estilos musicais.
"Sempre fui católico e sempre gostei de rock. Percebi que poderia unir essas duas paixões e ajudar as pessoas a se aproximarem de Deus através da música", afirma Felipe Vieira, baterista e compositor das canções interpretadas pela 33HC.
Fã das bandas Ramones e Green Day, Vieira se uniu a dois amigos para montar sua banda roqueira católica em 2001. "A banda é formada por mim, pelo o guitarrista Jean Baena e pelo baixista Ronalt Sanches. Todos somos católicos e nos apresentamos em eventos religiosos de todo o país", salienta.
Além dos shows, a banda 33HC gravou um EP com cinco músicas, lançado em 2009 com o intuito de evangelizar os ouvintes. "Não temos a intenção de ganhar dinheiro, mas sim de levar a palavra de Deus para o maior número possível de pessoas", enfatiza o baterista.
O londrinense conta que a 33HC é pioneira em produzir música católica em ritmo de rock com letras em português. "Existem outras bandas de rock que cantam músicas católicas, mas em inglês. Como queremos facilitar a compreensão daquilo que estamos propondo através da música, resolvemos inovar nesse sentido", afirma.
Mesmo com as letras mais acessíveis, Vieira revela que é ainda é comum as pessoas ficarem receosas em relação aos roqueiros. "Muita gente acha que rock é coisa do diabo. Mas música é coisa de Deus, depende da forma como as pessoas a utilizam. Apesar do estranhamento inicial, ouvimos muitos testemunhos, principalmente de jovens, que dizem que gostavam de rock, bebiam, usavam drogas mas acabaram se convertendo ao se sentirem identificados com as mensagens de fé que transmitimos", revela.
O baterista conta ainda que também é comum os pais assistirem aos show em eventos religiosos, elogiarem a banda e levar o CD para presentear os filhos. "O estranhamento inicial em relação ao rock acaba se dissipando quando as pessoas escutam nossas letras", ressalta. (M.R.)





