Roqueiros bem lembrados
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quinta-feira, 07 de junho de 2001
Guto Barra Agência Estado 
Os 30 anos da morte de Jim Morrison, Jimi Hendrix e Janis Joplin viraram pretexto para uma nova onda de revival do rock da virada dos anos 70. Um festival em Nova York, no fim do mês, vai homenagear os três ídolos, que morreram em um espaço de dez meses. Enquanto isso, cada um deles vive no mundo pop separadamente: Morrison ganha seu próprio tributo, em Paris; Joplin vai parar no circuito off-Broadway; e Hendrix marca uma forte presença na internet e tem um museu itinerante viajando pelos Estados Unidos.
A rede de computadores deu grande impulso na carreira de astros do passado. Por meio de elaborados web sites oficiais, os herdeiros dos artistas estão promovendo eventos, relançamentos de discos clássicos, edições de gravações raras e a venda de produtos variados. O sucesso do lançamento da compilação 1, dos Beatles, no ano passado, também ajudou a esquentar o mercado de revivals dos anos 60.
Os remanescentes do The Doors, por exemplo, se organizaram para colocar em funcionamento a Bright Midnight Records, selo que pretende lançar uma série de gravações inéditas da banda nos próximos cinco anos. O próximo deles é Bright Midnight - Live in America, que chega ao mercado internacional no dia 25, com 13 faixas gravadas em shows nos Estados Unidos entre 1969 e 1970, incluindo hits como Light My Fire, Break on Through, Love Me Two Times, Roadhouse Blues e The End.
O tecladista do The Doors, Ray Manzareck, é o responsável pelo evento que acontece em 3 de julho em Paris (data e local da morte de Morrison), com a apresentação de imagens inéditas da banda, como um especial de televisão chamado Feast of Friends, de 1968, e um programa chamado A Tribute to Jim Morrison. Detalhes sobre as homenagens aparecem no web site oficial do The Doors (http://www.thedoors.com).
Antes disso, Manzareck vai se apresentar e comandar uma das noites do festival Gathering of the Vibes, em Red Hook, Nova York, no dia 30. O evento, que foi apelidado de The Thirty Year Jam (a jam dos 30 anos), vai ter participações de Buddy Miles (ex-integrante da Band of Gypsys, de Hendrix), Bernie Worrell (do Parliament Funkadelic), Chris Frantz e Tina Weymouth (do Talking Heads e Tom Tom Club) e Marc Ford (ex-guitarrista do Black Crowes), entre outros. O show deve incluir os maiores hits do Doors, de Hendrix e Joplin.
A cantora, por sinal, ganha uma boa homenagem na peça Love, Janis, que está em cartaz atualmente no circuito off-Broadway de Nova York. Produzida com o apoio da família da artista e apresentada no Village Theater (onde Bod Dylan e Joan Baez começaram suas carreiras), o espetáculo tem 20 das principais canções dela e diálogos tirados de suas memórias. As duas cantoras que se alternam no papel de Joplin, Andra Mitrovich e Cathy Richardson, vêm ganhando ótimas críticas desde a estréia da peça, em abril.
Enquanto os três projetos cinematográficos sobre a carreira da cantora (incluindo um com a participação de Mellissa Etheridge) continuam engavetados, a obra dela vive em seu web site oficial (no endereço http://www.janisjoplin.com). A família também tem planos de relançar discos e fazer projetos especiais, como um documentário definitivo, mas ainda não há confirmação de datas.
Os herdeiros de Hendrix, por sua vez, usam a internet combinada com outras ações promocionais para manter viva a memória do músico. Para o lançamento de Voodoo Child: The Jimi Hendrix Experience (uma nova compilação com 30 faixas e um livro de 20 páginas), no mês passado, eles organizaram em parceria com a MTV um evento em Times Square, em Nova York. Hendrix também ganhou o Red House Tour, um caminhão que é, na verdade, um museu interativo de sua obra, que está viajando pelos Estados Unidos.
O web site do guitarrista (no endereço http://www.jimihendrix.com) inclui uma rádio exclusiva, com mais de 20 horas de programação, uma enciclopédia sobre a obra dele e todas as novidades sobre futuros lançamentos.


