Romance que recria batalhas está chegando às livrarias
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quinta-feira, 05 de maio de 2005
Ubiratan Brasil<br>Agência Estado 
O escritor inglês Henry Rider Haggard (1856-1925) comungava do mesmo pensamento de Robert Louis Stevenson para quem a ficção é para o adulto o que o brinquedo é para a criança. Haggard tornou-se famoso por sua literatura aventureira que produziu jóias como Ela e As Minas do Rei Salomão, entre outros clássicos de aventuras. Em todos, ele sempre fez questão de exaltar a supremacia do Ocidente, mas foi razoavelmente equilibrado, para a surpresa dos críticos, em Cruzada - No Reino do Paraíso, romance quase desconhecido que a Geração Editorial lança nesta semana (336 págs.,
R$ 49).
Trata-se de uma história bélica com boa dose de romantismo. Para isso, Haggard criou dois personagens, os cavaleiros Godwin e Wulf, que são irmãos e se apaixonam pela mesma mulher, Rosamund, que, por sua vez, é sobrinha de Saladino, sultão muçulmano que se prepara para enfrentar os cristãos e reconquistar Jerusalém, em 1187, na Batalha de Hattin, uma das mais sangrentas da História.
A paixão é colocada em questão quando os cavaleiros, cristãos convictos, se envolvem em épicas batalhas comandadas por homens que só pensam na morte dos muçulmanos. O problema é que Saladino exibe o mesmo ódio contra os adoradores da cruz. É possível, com isso, traçar uma semelhança com os dias de hoje, em que George W. Bush busca unir o Ocidente contra os fanáticos da Al-Qaeda de Bin Laden.
O que sobressai, no entanto, é a escrita vibrante de Haggard, saborosa ao descrever costumes exóticos e emocionante ao acompanhar batalhas.


