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- Esta pode ser a última Bienal do Livro. A intenção da Câmara Brasileira do Livro (CBL), organizadora do evento, é diminuir a periocidade do evento, transformando-o em um salão anual.
- A primeira edição do Salão Internacional do Livro será realizada já no próximo ano. A CBL começou, inclusive, a vender estandes. E, segundo ela, nos dois primeiros dias desta Bienal, já foram comercializados 40% dos espaços disponíveis.
- Embora a CBL aposte no sucesso do novo Salão, as editoras não estão muito animadas. O problema seriam os custos, nada pequenos. O metro quadrado para esta Bienal custou US$ 205. Um estande de 400 metros quadrados - tamanho médio de vários - saiu por US$ 82 mil, o preço de um bom apartamento.
- O preço do estante aumenta levando-se em conta a decoração, contratação de pessoal, horas-extras, divulgação, etc. Enquanto os custos de uma Bienal são diluídos em dois anos, o de um salão anual pesaria mais no orçamento. Principalmente, no das pequenas editoras. Elas praticamente teriam que trabalhar para pagar a presença nos eventos.
- Há quem doure a pílula, comparando a Bienal do Livro à Feira de Frankfurt. Na verdade, o evento brasileiro é um grande supermercado para vender livros a um público que não costuma ir às livrarias.
- Nesta Bienal, a literatura brasileira não conta com grandes novidades. Mas Patrícia de Melo com seu Elogio da Mentira (Companhia das Letras) e o curitibano Cristóvão Tezza (Rocco) com Espaço Entre Cor e Sombra merecem ser lidos.
- Fãs de Cecília Meireles vão se deleitar. A Editora Nova Fronteira editou Crônicas.
- Poesia Alheia (Imago) de Nelson Asher teve reedição aumentada.
- A Ateliê Editorial lança Viagem ao Egito, Jordânia e Israel escrito pelo grande memorialista Pedro Nava.
Os fãs de quadrinhos vão deliciar-se com A Baleia Branca e A Princesa e o Sapo, ambos do mestre Will Eisner e editados pela Companhia das Letrinhas. É o grande Eisner para os pequenos.





