Rodapé
- O primeiro dia da 15ª Bienal Internacional do livro de São Paulo foi de ajustes. Enquanto os profissionais da área percorriam os longos e inúmeros corredores dos três pavilhões da Expo Center Norte - onde a feira está sendo realizada até o dia 10 de maio - expositores terminavam as decorações e arrumavam os estoques nos estandes.
- Tudo tem que estar pronto e ajeitado até amanhã, quando começa, realmente, o sufoco: a abertura da Bienal ao público. Por enquanto, a tranquilidade é a tônica. Negócios são fechados com calma e serenidade.
- A Bienal, como sempre, é vasta e variada. É preciso fôlego de gato e um certo preparo físico para ver tudo porque são quilômetros de corredores. É recomendável visitá-la trajando roupas e sapatos confortáveis. Não tem coisa mais irritante que pés doendo após uma hora.
- Se o visitante for um fanático por livros, um dia só na Bienal é pouco. São tantos títulos que qualquer amante de livros fica com a cabeça zonza. O ideal é mergulhar nos estandes, ver as novidades, pesquisar em prateleiras e só depois comprar. Se levar uma hora em cada um, faça as contas: são 400 estandes e todos oferecem pelo menos um atrativo ao público - nem que seja a beleza do próprio.
- As publicações são as mais variadas possíveis. Anjos, bruxas e gnomos não poderiam faltar. Depois da literatura infantil, os esótericos são os preferidos do público da Bienal, seguido de perto por os de auto-ajuda - tanto na vida pessoal como em negócios. Mas livros técnicos também tem bom espaço - informática, jurídicos, etc - assim como os religiosos.
- A literatura pura e simples, porém, merece um destaque especial. Aqui é possível encontrar o melhor da literatura mundial. Ao todo, são 31 expositores estrangeiros de países como Alemanha, Grã-Bretanha, França, Espanha, Itália, Israel, Polônia, Portugal, Suíça, México, Colômbia, Argentina, Peru, Uruguai e China que trouxeram parte da sua produção intelectual. O estande de Portugal, no Pavilhão Azul, é o maior de todos entre os estrangeiros.
- Uma grande parte dos expositores oferece bancas de ofertas para o público, com preços tentadores. Mas, para o resto do estoque, não há preços especiais só porque a Bienal é o maior evento na América Latina. A maior parte dos expositores está seguindo tabelas de preços, sem descontos. A forma de pagamento pode ser facilitada. Deve-se negociar sempre.
- Cada compra efetuada na Bienal dá direito ao Checklivro, que a Câmara Brasileira do Livro, organizadora de evento, criou e que deve ser obrigatoriamente distribuído aos consumidores. O Checklivro é uma forma de receber até 10% de descontos em compras futuras nas livrarias, fora da Bienal. Por isto, exija o seu.





