As transmissões ao vivo dos protestos de junho e julho, em São Paulo e Rio de Janeiro, projetaram mundialmente o grupo Mídia Ninja. Ao mostrar os confrontos entre manifestantes e policiais em tempo real na internet, o coletivo saiu do anonimato e ajudou a inflamar discussões sobre o descompasso entre os meios tradicionais de informação (jornais, TV e rádio) e a velocidade dos acontecimentos.
O programa "Roda Viva" (TV Cultura, 22h) de segunda-feira debate ao vivo o assunto com os próprios integrantes do Ninja (sigla para Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação), Bruno Torturra e Pablo Capilé. Diferentemente das estruturas disponibilizadas pelas grandes empresas de comunicação, os repórteres "ninjas" cobriram os fatos das ruas usando smartphones e uma página no Facebook.
No pico das passeatas, alcançaram 100 mil espectadores. O projeto foi criado no ano passado dentro da ONG Fora do Eixo, uma rede que organiza festivais de música em todo o País. Saudado como novo fenômeno de mídia em jornais de prestígio como o New York Times, Guardian e Wall Street Journal, o Mídia Ninja tem sua fama independente contestada por alguns observadores que alegam supostos vínculos com o PT.
O argumento é sustentado pelo fato de que o Fora do Eixo é mantido com recursos federais, levando a atuar em favor do partido no poder. Bem, o assunto provavelmente estará na pauta do "Roda Viva". Quem tiver mais curiosidades sobre o grupo, pode visitar esses links na web: midianinja.org, postv.org e facebook.com/midiaNINJA.

Serviço:
Programa "Roda Viva" com Mídia Ninja - Segunda-feira (5) às 22h na TV Cultura

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