DivulgaçãoPrankish:
descobrindo
um caminho
próprio
de maneira
mais divertidaOs jovens músicos da banda Prankish, apesar de envolvidos com os acertos finais do CD que em breve estarão sendo lançado nos palcos paranaenses, brincam com o nome do grupo. Dizem que colocarão um aviso na capa do disco, bem debaixo do nome: ‘‘Pronuncia-se Préinkish’’ (travesso, peralta em inglês).
O humor é imprescindível para Marcelo Pierro (vocal), André Luiz Nisgoski (baixo), Leandro Morozowski, o Lico (bateria), Ricardo Gabski (guitarra e violão), Eduardo Lachica (violão e guitarra).
Eles não estão interessados em fazer o gênero de engraçadinhos, mas também não se afinam com a ala alarmista que apregoa o fim do mundo, a vida mergulhada em trevas. ‘‘A gente quer passar energia, coisas boas’’, conta Pierro.
Esse é o estilo da banda, o caminho que ela encontrou e no qual se enquadrou, afirmam os músicos. As críticas que antes existiam diziam respeito à sua capacidade de absorver o som de outros grupos, como se a Prankish fosse banda cover. Os insatisfeitos reclamavam uma personalidade definida e não camaleônica.
As influências existem e são inevitáveis, mas nada que perturbe a saúde artística ostentada atualmente. ‘‘Temos um lado mais dançante, mais funk. A banda ficou mais pesada, sem ser heave metal’’, explica o vocalista.
André, o baixista, é sintético: ‘‘Queremos passar aquilo que sentimos pela música. E o que sentimos é alegria’’. As letras refletem o universo de todo jovem. Vai das dores de amores ao sexo, aborda o racismo e a morte e tem até uma música que aborda a história de ‘‘um suposto bispo, de uma suposta igreja’’.
‘‘O melhor de nós foi parar no CD’’, confessa Lico. Para que isso realmente acontecesse eles não tiveram pressa nas gravações. Foi uma gestação de nove meses, que começou em março e terminou em dezembro do ano passado. ‘‘É um disco de nível’’, afirma.
Os rapazes reclamam em uníssono da falta de espaço enfrentada pelas bandas curitibanas. Mesmo tendo produzido o disco com recursos da Lei de Incentivo à Cultura Municipal - que não deixa de ser um tipo de apoio da comunidade -, ainda assim o muro que separa o artista do público continua sendo uma dura realidade.
O nó da questão é a falta de apoio dos produtores, da imprensa e da mídia. ‘‘Público nós temos, mas como chegar até ele? A gente tem muito pouco espaço nas rádios, nos jornais. TV nem se fala’’, comentam. Pior que isso só mesmo os empresários.
Existe uma panelinha no meio musical e tudo gira em torno de alguns conjuntos. ‘‘Nas aberturas de shows só duas ou três bandas é que são convidadas. Por causa disso os produtores deixam de descobrir muita gente boa. Tem hora que cansa. Quantas bandas realmente boas não ficaram no caminho?’’, pergunta Pierro.
A certeza de que produziram um trabalho de qualidade é evidente em cada um dos cinco músicos da Prankish. Também salta aos olhos o amor que eles têm pela música. ‘‘A gente pensa no som inteligente, não no som inútil que não atinge nada’’, diz Lico.
Estar no palco é tão bom que os rapazes dispensam qualquer ‘‘aditivo’’ que dê euforia ou coragem. O entusiasmo está neles. Pierro comenta:
- Droga é uma coisa que a gente não critica, mas mostramos a situação de quem está dentro e fora. Quando subimos ao palco vamos conscientes, sem essa de estar doidão. Quem toca drogado, toca para ele mesmo. Fica faltando a ligação com a platéia.
‘‘Estar no palco é melhor que orgasmo duplo’’, emenda Lico. Pois é. Mas será que o público acompanha passo a passo o que está sendo cantado? Afinal, a banda canta em inglês. Não tem música em português. Pierro concorda que a audiência é mais restrita. Quem não sabe o idioma vai no embalo da canção.
O gosto pelas músicas pode fazer com que os fãs busquem dicionários e façam suas traduções. Enfim é nessa língua que eles melhor se expressam na arte. E não pensam em mudar.
Os interessados em conhecer o som e o pensamento do grupo traduzido em inglês, podem ligar para (041) 200-1166 código 203.450 e deixar recado ao Pierro. ‘‘Queremos tocar onde nos convidarem’’, avisa.

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