Rio - Começa hoje, às 10h, a venda de ingressos para o Rock in Rio 2013, quinta edição do festival, que acontece entre 13 e 22 de setembro. Depois de 140 mil ingressos comprados em pré-vendas, serão oferecidos pela internet 455 mil ingressos.
Num cenário em que grandes shows no Brasil começam a dar sinais de saturação, com cancelamento de festivais, o publicitário Roberto Medina, 66 anos, descarta tornar anual o bem-sucedido evento que criou em 1985. "Eu fico um ano e meio trabalhando para fazer o negócio direito. Mesmo se conseguisse organizar a coisa em menos de um ano, acho que tornar o festival anual banalizaria o evento. Boa parte do sucesso vem dessa expectativa, de curtir a espera. É como Copa do Mundo."
Medina criou um modelo de evento musical para o Brasil e para exportação. O Rock in Rio é o único festival brasileiro que tem edições em Portugal (cinco eventos desde 2004) e na Espanha (três eventos desde 2008). Para 2015, que marca 30 anos de festival, Medina negocia levar o Rock in Rio a mais dois países, além de uma edição brasileira que pretende ser especial.
Em 2011, os ingressos foram vendidos em 72 horas. Desta vez, a organização investiu mais em divulgação, como na ação da última terça, quando 2 milhões de lembretes amarelos, como um post-it, foram espalhados pelo Rio, anunciando a venda.
Medina destaca o perfil nacional do evento. Na pré-venda, os ingressos foram adquiridos por gente de todos os Estados do país. "Só não é mais 'nacional', ainda mais espalhado, pelo preço das coisas no Brasil. É um absurdo o que a pessoa paga para se deslocar aqui dentro. Na época do Rock in Rio é pior. Empresas aéreas e hotéis sobem o preço."
Dos sete dias do festival, quatro têm perfil de metal ou rock clássico. As atrações principais dessas datas são Bon Jovi, Bruce Springsteen, Metallica e Iron Maiden.

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