A principal gravadora independente do País, a Monstro Discos, conta agora com uma banda londrinense em seu cast: o quarteto de hard rock Skinner´s, dos irmãos Brayan e Herman Thompson.
Os meninos estão gravando seu primeiro disco no estúdio local High Voltade. Ainda sem título, o CD terá 9 músicas autorais e ainda não há previsão de lançamento. A negociação começou no final do ano passado quando a gravadora de Goiânia enviou representantes para participar de uma extensão do festival Demo Sul.
Uma das atividades do festival, batizada "Rodada de Negócios", consiste em promover encontros entre músicos, produtores, proprietários de casas de shows e donos de selos e gravadoras. A banda mostrou um registro em vídeo de um show no festival Impacto Rock, realizado na boate Kalahari em 2012, e foi suficiente para entusiasmar a equipe do Centro-Oeste brasileiro.
"Quando o disco ficar pronto, eles promoverão shows de lançamento aqui, em Goiânia, Brasília e outras cidades", informa o baixista Brayan. Além dele e do irmão vocalista, os Skinner´s contam com Rodrigo (guitarra) e Luiz (bateria). O grupo foi criado há pouco mais de um ano e, de lá para cá, vem conquistando o público em shows no circuito underground. A banda é responsável pelo "Alternative Hard & Metal", evento em que sempre convida outras duas bandas para revezar no palco.
Participou também de várias edições do projeto "Rock Nova Cena", idealizado pelo produtor Marcelo Sapão com o objetivo de revelar bandas novas da cidade. Segundo o baixista, a proposta da banda é resgatar o hard rock dos anos 80 em som e visual. "Entre as nossas influências estão bandas como Kiss, Aerosmith, Guns N´Roses, Poison e Motley Crue. Queremos fazer um som glam rock usando trajes a caráter nos shows com aqueles cabelos bem altos, casacos de couro e blusas de renda. Acho que conseguimos nos destacar por causa dessa combinação, porque não existe no Brasil uma banda nesse estilo", diz.
Ele acredita que as composições em português também diferenciam o grupo de suas congêneres nacionais. "Eu escuto e gosto de bandas que cantam em inglês, mas não consigo valorizá-las no mesmo nível das bandas que cantam no idioma de seu próprio país", assinala. Otimista, Brayan acredita que a onda cover que tomou de assalto a agenda musical de Londrina está com os dias contados.
"Há um ano só havia bandas cover. Agora as coisas estão melhorando. A galera quer mostrar material próprio", afirma. Na expectativa de que "baixe a poeira" (alusão à força-tarefa que tem fiscalizado, notificado e até interditado casas noturnas locais após a tragédia em Santa Maria), ele anuncia que está em conversação para marcar um show de pré-lançamento do disco na cidade.

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