Rio, 12 (AE) - O mercado editorial cresceu nos últimos anos - apesar das reviravoltas da economia - e cabe aos editores unir os elementos da cadeia de produção para manter essa tendência. Com essas idéias, o presidente da Editora Rocco, Paulo Rocco, assume amanhã (13) a presidência do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), em continuidade à gestão de Sérgio Machado, da Record. O aumento do número de leitores é uma das metas institucionais de Rocco. "É preciso aumentar o número de bibliotecas do País e fazer crescer seus acervos", diz. "Há também o aspecto econômico: a indústria editorial deu mais de 20 mil empregos no ano passado".
Rocco assume a presidência do Snel após um momento de sucesso: a última Bienal do Livro, que teve público e venda recordes. "Conseguimos uma vinculação com a vida cultural da cidade", lembra ele. "Promovemos o encontro dos escritores com o público, o elo inicial da cadeia editorial, num nível até então inédito". Mas a indústria editorial enfrenta entraves a seu crescimento. "Precisamos de regras definidas sobre as imunidades tributárias dos livros", explica ele. "Hoje, o papel tem esse benefício, mas outros insumos, como tinta e máquinas, não".
Outro ponto de sua gestão será a volta do desconto nas tarifas postais para remessa de livros e do material. "Com a venda pela Internet, este será um meio fundamental para o aumento do consumo".

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