Robinson Crusoé de volta à ilha
De Curitiba
Desta vez, o herói e seu amigo Sexta-Feira deparam-se com os problemas da cidade grande e são desafiados a lidar com prédios e avenidas, trânsito e muita gente
Robinson Crusoé teve sua imagem marcada como o solitário perdido numa ilha. Imagine-se ele voltando três séculos depois para o mesmo cenário onde viveu suas aventuras, acompanhado do fiel criado Sexta-Feira. Os dois, estranhos e intrusos no tempo, em vão buscam o reconhecimento do local. Onde estão as palmeiras, as árvores frutíferas, as plantas rastejantes, os animais? Encontram somente prédios, avenidas, problemas de uma cidade grande.
A novidade a princípio encanta Robinson, mas aos poucos ele começa a perceber uma estranha solidão, muito diferente daquela que o acometia quando estava sozinho. Ele, agora, é um homem moderno, talhado pela sensibilidade do escritor argentino Julio Cortázar, e levado ao palco pelo Grupo Resistência de Teatro no espetáculo Adeus, Robinson.
A peça entra em cartaz hoje, no Teatro José Maria Santos. O texto é leve, singelo, mas ao mesmo tempo não deixa de desvendar a figura humana de Robinson Crusoé. O herói, o mito perde essas cores para se transformar num homem comum, um solitário que busca a felicidade. Ao seu lado, firme nessa empreitada, o criado (e amigo) Sexta-Feira.
Atuam nos papéis principais Marcelo Munhoz, Moacir Leal e Wiynia Araujo, com participações de Fernanda Farah e Marcio Abreu, que também cuida da direção. O espetáculo prossegue até dia 26.
Robinson Crusoé, de Julio Cortázar, direção de Marcio Abreu. Com Marcelo Munhoz, Moacir Leal, Wiynia Araujo. De 4 a 26 de setembro, sempre de quarta a sábado, às 21 horas. Domingo: 19 horas. Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655). Ingresos: R$ 10,00 e R$ 5,00 (bônus, estudantes e classe artística).





