Roberto Carlos vai gravar CD em italiano
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de dezembro de 1997
Adriana Ferreira Agência Estado 
Arquivo FolhaRoberto Carlos: esperança no futuroO cantor Roberto Carlos não quer perder tempo. Mal acaba de lançar seu tradicional CD de fim de ano, desta vez com músicas em espanhol, e já faz planos para o próximo, com um repertório só com clássicos italianos. Não lanço um disco na Itália desde o final dos anos 70, diz Roberto, que canta algumas músicas de seu novo disco no Especial de Natal da Globo. Mas continuo compondo as minhas próprias canções, tenho material para um disco inteiro, garante.
Também está nos planos do cantor, em 98, lançar um livro de memórias. Primeiro, ele vai gravar suas histórias, para depois convidar alguém para escrevê-las. Eu estou pensando em lançar um livro há 20 anos, mas agora vou começar, revela. O próximo ano marcará, ainda, a inauguração do estúdio do Rei, na Urca, zona sul do Rio, onde mora. Com isso, ele não precisará mais viajar a Miami para gravar os seus discos.
Idéia antiga A idéia de gravar um disco em espanhol é antiga, e sempre foi atropelada por outros trabalhos. Este ano, no entanto, tudo deu certo, mas Roberto diz que não foi fácil escolher o repertório do CD Canciones que Amo. Ele levou quase um ano para definir as músicas.
Tive de procurar muito o repertório porque muitos discos com clássicos da música hispânica já tinham sido lançados, conta. Abrázame Así, de Mario Clavel; El Manicero, de Moisés Simons e Ni¤a, de Bebu Silvetti e Silvia Riera Iba¤ez, são algumas das canções incluídas no CD.
Coração de Jesus, que ele fez com Erasmo Carlos, é a única cantada em português. Outra música brasileira incluída no repertório - mas foi gravada em espanhol para o CD que será vendido no exterior - Insensatez, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, é cantada em espanhol.
O cantor acha que, hoje, há uma certa carência de música romântica. Antigamente elas predominavam, comenta. Mas garante que não está passando por uma crise de saudosismo - se bem que depois dos 40 ou 50, como ele próprio admite, começa-se a lembrar de muitas coisas do passado. Com tantos projetos em vista, o Rei está mesmo é de olho no futuro, mais precisamente no ano 2000. Acredito mais em um novo mundo do que no fim do mundo, garante.


