São Paulo Para os religiosos, é um lugar sagrado. Para os amantes das artes, uma imensa galeria. Visitar a Cidade do Vaticano, sede da Igreja Católica, é uma experiência que independe de religiosidade, embora durante a Semana Santa as atenções se voltem aos ritos em homenagem à ressurreição de Jesus Cristo.
Com a morte de João Paulo II, em abril do ano passado, os ritos da Semana Santa serão, pela primeira vez, celebrados pelo papa Bento XVI. Na Sexta-Feira da Paixão, às 21h15, o espetáculo ocorre em um dos lugares que mais fascinam os turistas em Roma: o Coliseu. A antiga arena, onde gladiadores lutavam até a morte para divertir as autoridades e o povo, transforma-se num palco para a via-crúcis. Bento XVI deverá carregar uma cruz de madeira durante todo o trajeto, a exemplo do que fazia João Paulo II.
A missa de Páscoa será às 10h30, na Praça de São Pedro. Milhares de pessoas costumam amontoar-se para receber, ao meio-dia, a bênção Urbi et Orbi (para a cidade de Roma e o mundo). Todos os eventos são abertos ao público. Há, ainda, missas e celebrações na Basílica do Vaticano, mas com número limitado de pessoas. Mais informações sobre a programação de Páscoa no site www.vatican.va.
E, já que foi até lá, aproveite para conhecer os museus do Vaticano, que completam cinco séculos este ano. O complexo tem 18 museus, com um acervo de 30 mil obras, além de aposentos usados pelos papas e a Capela Sistina. Lá, como se sabe, estão pinturas de mestres do Renascimento, como Botticelli e Michelangelo. A entrada custa 12 euros. (A.M./AE)

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