Ainda não existem previsões oficiais sobre quando deverá ter início a nova reforma no Cine Teatro Ouro Verde, uma das referências máximas da vida cultural de Londrina. O local foi interditado em dezembro - a direção da Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina (UEL) alegou que são necessárias adequações em quatro itens principais da estrutura.
O ar condicionado e a parte elétrica estão com problemas e precisam ser ajustados; a madeira do piso exala mau cheiro e as poltronas seriam desconfortáveis. Kennedy Piau, diretor da Casa de Cultura da UEL, apontou que as mudanças serão pagas com recursos do Paraná Cidade. Os repasses para as obras foram confirmados no segundo semestre do ano passado.
A questão é que ainda não se sabe como essas alterações serão feitas: técnicos do Paraná Cidade deverão realizar uma análise no Ouro Verde para verificar como os problemas serão contornados e quanto isso custará. ''Acredito que esse estudo será realizado ainda em janeiro, para que a reforma tenha início até o final do mês'', disse Piau.
Em 2002, último ano da gestão do governador Jaime Lerner, o Ouro Verde passou por uma restauração que custou cerca de R$ 3 milhões, pagos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Embora tenha proporcionado benefícios como melhores condições de prevenção a incêndios, ajustes para a locomoção de portadores de deficiência e recuperação da fachada, a reforma desagradou boa parte da comunidade, devido aos problemas que as novas obras precisarão solucionar e à retirada do projetor.
A polêmica foi tamanha que a direção da UEL se recusou a ter de volta o direito de administrar o teatro, que continua sob responsabilidade do governo do Estado por força de um termo assinado para a reforma de 2002 - a universidade tem atualmente apenas direito de uso. A assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu informou que os funcionários do Paraná Cidade estarão em recesso até a semana que vem e que não seria possível estimar quando a análise técnica no Ouro Verde será realizada.

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