DivulgaçãoRita Lee encanta os curitibanosEla pisou no palco em tom esotérico-urbano, encarnando a personagem ‘‘Santa Rita de Sampa’’ - faixa-título de seu novo CD. Coberta por uma espécie de manta de fibra de vidro e uma cruz formada por sucatas, Rita Lee trouxe os ares de São Paulo para os ‘‘normais’’ curitibanos no show de lançamento de sua turnê nacional.
Sempre teatral, a roqueira intercalou faixas do novo CD - como ‘‘Fruta Madura’’, ‘‘Obrigado Não’’ e ‘‘Homem Vinho’’ - com antigos hits. O público heterogêneo que lotou as pistas da Forum, mesclava teens e fãs da velha guarda. Quem estava habituado às apresentações de Rita Lee no Teatro Guaíra gostou da mudança, apesar do pouco espaço para dançar.
Atendendo a pedidos da platéia, Rita trouxe ‘‘Baila Comigo’’. Em homenagem a Elis Regina, relembrou ‘‘Alô, Alô Marciano’’. Cantando em família, abriu espaço para marido (Roberto de Carvalho) e filho (Beto Lee) duelarem na guitarra. O baterista Paulo Zinner - das bandas Golpe de Estado e Fickle Pickle - esbanjou competência num solo antes do bis.
Recursos visuais também marcaram o show. No fundo do palco, telões coloridos e com imagens impressas eram intercalados conforme a música. Na hora de cantar um medley(reunião de trechos de várias músicas, entre elas ‘‘Lança Perfume’’ e ‘‘Dona Doida’’), a roqueira foi acompanhada por outras seis ‘‘Ritas’’ (clones do rosto da cantora pendurados ao lado dela). Tubos coloridos inflados de ar e recursos de iluminação (com estrelas piscando e jogos de luzes bem trabalhados) completaram o arsenal da produção.
O público cantou junto o refrão de ‘‘Normal em Curitiba’’, recebeu conselhos da cantora no encerramento do show (‘‘Cuidem dessa cidade, cuidem de vocês!’’) e só lamentou quando os músicos deixaram o palco. Uma hora e vinte minutos de show, em tempo cronometrado, foi pouco para quem queria relembrar todos os clássicos de Rita.

mockup