Rita Cadillac é estrela de documentário
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
<br> Folhapress 
''A minha bunda é o que me fez chegar aonde eu cheguei''. Essa é apenas uma das muitas frases de efeito ditas pela personagem principal do documentário ''Rita Cadillac, a Lady do Povo'', de Toni Venturi, que estreia hoje em São Paulo.
Mas não espere ver, no cinema, apenas o lado ''glamoroso'' da ex-chacrete. O filme revela principalmente a história de Rita de Cássia Coutinho, nome de batismo da loira nascida há 55 anos no Rio.
Rita foi criada pela avó, e sua educação foi marcada pela rigidez. Um dos símbolos sexuais do Brasil, ela só foi ter sua primeira transa depois de se casar - e, ainda assim, após ser embriagada pelo marido. Tais fatos mostram a diferença entre a Rita de Cássia e a Cadillac.
A artista demorou a surgir. Graças à ajuda de pessoas como a transexual Rogéria, a carioca tímida começou a se transformar. ''Foi Rogéria quem me ensinou a ser boneca e gostosona'', conta, em uma cena do documentário.
A obra, claro, não poderia deixar de fora a importância de Chacrinha para sua carreira e sua vida. Foi no programa do Velho Guerreiro que Rita ganhou seu apelido - uma referência às nádegas avantajadas, comparadas pelo apresentador à traseira do automóvel - e se tornou uma das chacretes mais queridas do público. ''Eu procurava me diferenciar das outras meninas'', diz Rita, também famosa na atração por sua feição séria e seus gestos mais sensuais que espalhafatosos.
Mas nem tudo é sucesso no registro, que também aborda temas espinhosos. Nem mesmo o período em que a artista se prostituiu - por quase dois meses, pouco antes de se tornar chacrete - e sua participação em filmes da indústria pornô brasileira, recentemente, ficam de fora.


