Rir ainda é o melhor negócio
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
Francismar Lemes<br> Reportagem Local 
A Lei de Murphy não perdoa ninguém. Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará. Nessas horas tem gente que aposta numa saída à francesa. Outros preferem fazer piada em cima da situação.
Um trabalho para o trio de humoristas Rogério Morgado, Felipe Hamachi e Maurício Meirelles, que apresenta hoje em Londrina, o stand-up comedy ''A Divina Comédia''.
A maioria das pessoas fica chateada com uma gafe, a falta de noção ou o improvável nas horas mais inoportunas. Os comediantes adoram ver o circo pegando fogo. Depois é só exagerar um pouco aqui e ali e já têm uma piada pronta.
''Para mim, a criação de novas piadas é natural. São criadas a partir do que vejo ou questiono'', comenta Rogério Morgado, que foi um dos finalistas da seleção para o oitavo elemento do ''CQC'', da Rede Bandeirantes.
''A Divina Comédia'' foi assistida por um público de 20 mil pessoas. O trio viaja o país com a comédia, que no segundo semestre deve voltar repaginada à temporada semanal paulistana.
Apadrinhados de Danilo Gentili, do ''CQC'', que integrou o grupo até a metade de 2009, os três costumam receber outros humoristas no palco, como Marco Luque e Sérgio Malandro, que ao experimentarem o gênero - um humorista e um microfone na mão - começaram a se apresentar como comediantes stand-up.
Morgado diz que, geralmente, as pessoas não têm noção de que uma situação embaraçosa ou uma gafe são engraçadas, mas quando escutam a piada, acabam rindo. ''Não estamos falando mal de um personagem ou de algo fantasioso. É o que a gente vive'', acrescenta.
Para quebrar o gelo, os três humoristas começam falando de si. Uma das técnicas do stand-up, que para alguns pode parecer autodepreciação, mas que funciona no palco. Também é um jeito de burlar o politicamente correto.
''Hoje, as pessoas estão levando muito a sério o que é engraçado e rindo do que é realmente sério'', comenta Morgado, afirmando que o gênero stand-up não renovou o humor brasileiro, como muitos acreditam e que já era encenado por grandes nomes do humorismo.
''A gente não precisa carregar cenários, figurinos ou se preocupar com transporte de equipamentos. O pessoal tem malhado, dizendo que o stand-up não é arte. É inveja porque comediantes como Rafinha Bastos estão lotando os teatros. Stand-up é um trabalho fácil de fazer, mas nada fácil de executar. Até entendo a reclamação, mas acho isso uma besteira'', argumenta Morgado.
O espetáculo tem apoio da FOLHA, com bônus de desconto publicado no jornal. Desconto também para doações de dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão destinados ao Hospital do Câncer de Londrina.
Serviço
- A Divina Comédia
Quando - Hoje, 20h30
Onde - Teatro Ouro Verde
Quanto - R$ 50 e R$ 20 (com apresentação de bônus da Folha). R$ 25 (meia entrada com doação de 2 quilos de alimentos não perecíveis e para estudantes e aposentados com apresentação de documentos). Pontos de vendas: Livrarias Porto e 100% Vídeo. Também podem ser comprados através do site www.aloingressos.com.br


