Rio esconde riquezas
O Rio Tibagi nasce na Serra das Almas, no município de Palmeira (40 km ao sul de Ponta Grossa) e depois de percorrer 550 km deságua na represa de Capivara em Alvorada do Sul (68 km ao norte de Londrina).
Cerca de 1,5 milhão de pessoas vivem na área da Bacia do Tibagi. A proximidade de dois dos maiores centros urbanos do Estado, Ponta Grossa e Londrina, problematizam o impacto ambiental sofrido pelo rio. É exatamente nessas regiões que a qualidade da água e a devastação são piores.
Ao longo das margens do Tibagi está escondida boa parte da história do Estado. Há diversos sítios arqueológicos ao longo do rio, principalmente na região do norte do Estado, onde as populações indígenas ainda vivem em suas margens nas reservas de São Jerônimo da Serra e Tamarana.
Os primeiros homens brancos a avistarem as águas do Tibagi foram jesuítas espanhóis que chegaram na região por volta de 1610 para explorar a região e catequisar os indígenas. Os religiosos construíram pelo menos quatro missões ao longo do rio.
Pouco restou das construções das missões espanholas, destruídas pelo tempo e pela guerra. O pouco que resta, bem como a memória das reservas indígenas, corre o risco de desaparecer de vez sob as águas caso os projetos de expansão da Copel sejam colocados em prática. A companhia tem projetos para construção de quatro hidrelétricas na região do médio Tibagi. ''Essa é exatamente a região onde o rio está melhor, o impacto disso seria violento para os ecossistemas'', alerta o professor Oscar Shibatta.
Além de história, o rio esconde também riquezas. Na região sul do estado, onde o Tibagi tem solo arenoso, ainda há quem procure diamantes no fundo do leito. Contudo é a exploração da areia e argila, e o consequente assoreamento do rio, que mais tem causado danos ao meio ambiente.





