Rio Abaixo desvenda a alma mineira
Vencedor do Prêmio Sharp de 1995, na categoria de música regional, o CD Rio Abaixo, de Paulo Freire, é resultado de cuidadoso trabalho de pesquisa e sua beleza deve-se muito ao envolvimento emocional do violeiro com o instrumento e suas linguagens. Paulistano, Paulo Freire aproximou-se da viola por acaso - era violonista - e não a largou mais. Para melhor entendê-la, foi morar em Urucuia, norte de Minas Gerais, região que inspirou a Guimarães Rosa o épico Grande Sertão: Veredas.
Aprendeu a tocar com os mestres locais e resolveu fazer um disco que traduzisse aquela cor, aqueles rios, aquele tempo que passa vagarosamente. Mistura, ao tocar, as técnicas do violão clássico, aprendidas entre São Paulo e Paris, e o ponteado original aprendido no sertão.
Participa do disco o percussionista Adriano Busko, usando instrumentos típicos - o geroma, o balainho, o roncador e outros. Swami Júnior toca violão de sete cordas, Tuco Freire faz o baixo acústico e Mário Manga toca o violoncelo.





