Curitiba - O Museu da Imagem e do Som (MIS) conseguiu um importante aliado para tentar que os projetos de documentação do acervo, reforma e ampliação da sede própria saiam do papel. Em reunião realizada na quarta-feira, na Secretaria de Estado da Cultura, em Curitiba, a secretária Vera Mussi se mostrou favorável aos projetos e prometeu ajudar a diretora do museu, Maria Amélia Junginger, a realizá-los. Mas as propostas que podem, finalmente, transformar o MIS num importante espaço cultural, com acervo e sede à altura, ainda podem demorar para serem concretizados. O empecilho principal deve ser os custos.
O MIS ainda não levantou o orçamento das propostas de revitalização do espaço, que consiste na reforma da sede própria, na rua Barão do Rio Branco, e construção de um anexo dentro de padrões museológicos internacionais. A catalogação do acervo, composto de mais de 1 milhão de imagens fixas, também está prevista. Os projetos ainda não têm data para serem apresentados para o governador Roberto Requião, condição imprescindível para que eles sejam executados, já que dependem de orçamento estadual. ''Não estou tão preocupada com a data, mas sim com a qualidade dos projetos'', argumentou a diretora do museu.
Desde maio, o MIS está instalado em sede provisória, no antigo conglomerado Banestado, no bairro Santa Cândida. A transferência da sede na rua Barão do Rio Branco, no centro da cidade, foi necessária porque o prédio histórico está em péssimas condições e estava colocando em risco o acervo do museu. A reforma do espaço foi anunciada pelo governo, mas até agora não aconteceu.

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