A Ilha do Sol Agência de Viagens, empresa que detém a concessão do passeio, está revitalizando todo o roteiro do Macuco Safari, com a preocupação de preservar o meio ambiente. No início de janeiro foi concluído o edifício ambiental, um moderno complexo que abriga áreas para recepção de visitantes, área de informações ambientais, bilheterias, atendimento ambulatorial, vestiários e sanitários.
Além do novo edifício, o Macuco Safari tem dois novos jipes elétricos, que eliminam da trilha do Macuco a emissão de gases, o barulho do motor e garantem mais leveza e menor compactação do solo. Os modelos antigos também foram reformulados: motores a gasolina passam a operar com álcool (que polui menos) e ainda oferecem a vantagem de não consumir combustível fóssil, fonte não renovável de energia. Os jipes receberam catalisadores nos escapamentos para diminuir a emissão de gases e estarão restritos a um trecho curto de cerca de 200 metros que separa a mata do cais, área que os carros elétricos não têm condição de operar, devido à inclinação do terreno.
Outra preocupação da Ilha do Sol foi o estreitamento da trilha, um trecho de 2,6 mil metros por onde os jipes trafegam. O espaço agora é de três metros de largura, extensão máxima permitida pelo Ibama em unidades de conservação. De acordo com o ambientalista Marcelo Skaf, da Ambiental Consultoria, empresa contratada pela Ilha do Sol para a revitalização do Macuco, foram plantadas arbustivas de pequeno e grande porte nas áreas estreitadas. São cerca de 750 mudas de plantas nativas do Parque Nacional do Iguaçu.
Durante a segunda fase do projeto será instalada uma passarela suspensa (30 centímetros do solo), que irá evitar o impacto do pisoteio e permitir a passagem da água da chuva, assim como a circulação de pequenos animais. Outra novidade é o projeto de uma plataforma (mirante) de 16 metros quadrados. Essa área permitirá ao visitante contemplar o vale e a paisagem antes de chegar à escadaria que leva ao Salto do Macuco. (R.L.)

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