Revendo a história
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de outubro de 1998
Luiz Claudio Oliveira 
O publicitário e jornalista Ney Alves de Souza, colunista da Folha, está escrevendo o livro que contará a história da propaganda no Paraná. Ele foi contratado pelo Sindicato das Agências de Propaganda do Estado para fazer a publicação que deverá estar pronta dentro de aproximadamente um ano.
Vou começar pelo primeiro jornal paranaense, o 19 de Dezembro, que surgiu em 1854, com anúncios de tecidos e venda de escravos, conta Souza. Ele pretende dividir o livro em amostras da produção paranaense, além da apresentação de cases e causos das agências e dos publicitários do Estado.
Ney Alves de Souza está há 19 anos ininterruptos comandando a coluna Ponto de Venda, que atualmente é veiculada todas as segundas-feiras no caderno de Economia da Folha. Ele é formado pela Escola Superior de Propaganda de São Paulo e tem hoje o maior acervo de informações sobre a publicidade paranaense, com edições raras e mais de dez mil anúncios recortados - a última contagem, que constatou dez mil recortes, foi feita há vários anos.
Tenho duas estagiárias pesquisando meus arquivos há dois meses. Além disso listei 130 pessoas para ser ouvidas em todo o Estado, das quais 70 serão entrevistadas pessoalmente, revela Souza. Ele já foi o autor do capítulo dedicado ao Paraná do Livro sobre a História da Propaganda no Brasil, editado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing. Este será a espinha dorsal do trabalho e a partir dali as informações serão ampliadas para o livro, conta.
O Paraná tem hoje uma verba anual destinada à publicidade e propaganda calculada em R$ 450 milhões. Do total, cerca de R$ 50 milhões são embolsados por agências de fora do Estado. A verba publicitária anual no Brasil corresponde a algo entre 0,8% e 1% do PIB nacional, que é estimado em cerca de R$ 700 bilhões.
Quero resgatar o que existe de registro na nossa propaganda, mas não pretendo esgotar o assunto, nem seria possível, afirma Souza. Ele espera encontrar maior dificuldade no momento de selecionar o material contemporâneo. Quem saberá dizer se algo que é significativo hoje resistirá ao passar do tempo?, pergunta.
Como o trabalho exigirá contribuição de várias pessoas ligadas à publicidade e propaganda no Estado, Ney Alves espera que quem tenha informações a respeito da publicidade entre em contato com ele através do site da Folha (www.folhaweb.com.br), na editoria de Economia, ou pelo e-mail [email protected]. Ou ainda pelo telefone (041) 354-6545 e fax (041) 354-7388.


