O réveillon de 2002 vai comemorar os 500 anos de descobrimento da Baía de Guanabara (por Américo Vespúcio, em 1º de janeiro de 1502) e se espalhar por toda a orla marítima e sambódromo, atraindo cerca de 3,5 milhões de pessoas. O espetáculo de fogos de artifício deve concentrar-se em Copacabana, na zona sul do Rio onde são esperadas 2,2 milhões de pessoas, mas será armado no mar, a 300 metros da praia, para evitar o acidente que na última passagem de ano matou uma pessoa e feriu várias outras.
As informações foram divulgadas pela Riotur, empresa municipal de turismo, que organiza o réveillon na cidade. A festa vai custar R$ 6 milhões. Três quartos desse custo serão destinados a Copacabana e pagos por quatro patrocinadores: Grupo Pão de Açúcar, Associação Brasileira da Indústria Hoteleira, Coca-Cola Refrigerantes e BR-Distribuidora.
O metrô já começou a vender bilhetes com hora marcada para o dia 31. Serão colocados à disposição do público 55 mil tíquetes, mas cada pessoa só poderá comprar cinco. Não serão vendidos bilhetes de volta com hora marcada, apesar das filas quilométricas que se formaram a partir da meia-noite do último 1º de janeiro.
Em Copacabana, os shows devem começar às 20h30 e terminarão em horário escalonado para facilitar a fluência do trânsito. Os fogos terão um espetáculo de pirotecnia e música e estarão em quatro balsas. Terão duração menor, cerca de 10 minutos. ''O importante não é o tempo e sim a grandiosidade do show'', disse o presidente da Riotur e secretário municipal de Turismo, José Eduardo Guinle.
A empresa escolhida para operar os fogos é paulista Índios Pirotecnia, que fez o réveillon de Florianópolis, com supervisão da Marinha e da Secretaria do Estado de Segurança. O material e tecnologia virão da francesa Jacques Couturier Organization, que fez a festa de abertura da Copa do Mundo, em Nantes, em 1998, cidade onde o Brasil iniciou o campeonato.
Os dez palcos estarão espalhados nos seguintes locais: um em Paquetá e outro na Ilha do Governador (dentro da Baía de Guanabara), um no Flamengo, três em Copacabana, um em Ipanema, próximo à divisa com o Leblon, dois na Barra da Tijuca, e um em Sepetiba, na zona oeste. O décimo ficará no Sambódromo, onde são esperadas 60 mil pessoas, apesar de o metrô Praça 11, ficar fechado. Em todos os palcos haverá shows com música popular brasileira e escolas de samba, seguidos de baile com Djs.

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